A Era do toque execessivo e o desaparecimento dos chutadores de longa distância

Jogos eliminatórios da Copa do Mundo das oitavas de final: está difícil se fazer gol de fora da área.

A Era do toque execessivo e o desaparecimento dos chutadores de longa distância

Neste momento das oitavas de final da Copa do Mundo, quando as seleções mais acostumadas a conquistar títulos chegam ao mata-mata, um detalhe importante se sobressai nos esquemas táticos: a interminável troca de passes em frente à área adversária. À primeira vista, parece apatia; na verdade, trata-se de uma busca por espaços na menor distância possível para o gol.

Perdemos os artilheiros dos chutes de longa distância. Salva-se Haaland, da Noruega, que, de onde tem oportunidade, arrisca o chute em direção ao gol.

Até parece que vivemos a Era do Raio X, quando o jogador insiste em atravessar dois ou três marcadores ou tenta enfiar a bola para um companheiro dentro da grande ou da pequena área. É um jogo de paciência que, muitas vezes, entrega ao adversário maior posse de bola sem transformar essa insistência em futebol objetivo. Em vários momentos, parece uma partida de xadrez.

Um time procura enganar a defesa adversária; o outro espera o contra-ataque fatal. O que se observa é o declínio da criatividade, do gênio dos dribles desconcertantes, capazes de deixar o marcador no chão antes de a bola balançar as redes.

As imagens dos jogos não mostram cenário diferente.

Brasil e Noruega, Portugal e Espanha adotam esse estilo de aproximação e infiltração, diferentemente de França e Paraguai, Inglaterra e México, seleções que ainda valorizam os chutadores de fora da área.

Veja este lance clicando no Link a seguir https://www.tiktok.com/@filtrodofutebol/video/7651637096410549512?is_from_webapp=1&sender_device=pc

Creditos: Professor Raul Rodrigues