Rodrigo Bacellar será transferido para presídio federal

Rodrigo Bacellar será transferido para presídio federal

Rodrigo Bacellar será transferido para presídio federal

Ex-presidente da Alerj, que estava preso desde março, foi encaminhado à sede da Polícia Federal no Rio nesta quinta-feira, quando voltou a ser alvo de um mandado de prisão em nova fase da Operação Unha e Carne.

Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, será transferido para um presídio federal após nova fase da Operação Unha e Carne. Detido desde março, Bacellar foi levado à Polícia Federal no Rio. A operação também tem como alvos Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido contraventor, e o pastor Márcio Poncio. A ação envolve suspeitas de vazamento de informações e favorecimento ao Comando Vermelho.

Em uma nova fase da Operação Unha e Carne nesta quinta-feira, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) Rodrigo Bacellar voltou a ser alvo de um mandado de prisão. Desta vez, ele, que estava preso desde março, foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal (PF), na Praça Mauá, no Centro do Rio, e será transferido para um presídio federal.

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Então deputado e presidente da Casa, Bacellar foi preso em dezembro do ano passado, na primeira fase da Operação Unha e Carne. A suspeita é que ele tenha vazado a Operação Zargun para o então deputado TH Jóias, preso em setembro passado, por suspeita de usar o mandato parlamentar para favorecer o Comando Vermelho. Isso teria permitido que TH destruísse provas.

Ainda em dezembro, o plenário da Alerj, no entanto, revogou a prisão preventiva de Bacellar, que deixou o presídio, mas com medidas cautelares por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele precisou se afastar da presidência durante a investigação, além de usar tornozeleira eletrônica.

No fim de março, Bacellar voltou a ser preso por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A decisão se deu após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassar o mandato do ex-presidente da Alerj, condenado junto ao ex-governador Cláudio Castro pelo escândalo de contratações na Fundação Ceperj.

Nesta quinta-feira, Bacellar foi encaminhado à sede da PF no início da manhã, onde chegou segurando uma Bíblia King James (KJV), na edição em letra "ultragigante", versão de luxo.

A quinta fase da Operação Unha e Carne visa cumprir três mandados de prisão preventiva — além de Bacellar, são alvos o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho (que também já havia sido preso), e o pastor e empresário Márcio Poncio, preso pela polícia num flat na Barra da Tijuca — e outros 14 de busca e apreensão.

Márcio Poncio é pastor e empresário do ramo do tabaco. Pai da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ) e do cantor Saulo Poncio, ele costuma destacar nas redes sociais tanto sua atuação religiosa quanto seu papel como "patriarca da família Poncio" e membro da Igreja da Nuvem. Sua trajetória empresarial no setor de cigarros lhe rendeu o apelido de "pastor do cigarro".

Outro alvo é Marco Antônio Cabral, advogado, ex-deputado federal e ex-secretário estadual de Esporte do Rio de Janeiro durante o governo de Luiz Fernando Pezão. Filho do ex-governador Sérgio Cabral, foi filiado ao MDB por 18 anos, partido pelo qual iniciou sua trajetória política, e neste ano é pré-candidato para uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) pelo partido da Sarah Poncio, o Solidariedade.

Esta não é a primeira vez que um filho do ex-governador Sérgio Cabral tem o nome associado a investigações envolvendo Adilsinho. Em 2023, José Eduardo Neves Cabral foi alvo da Operação Smoke Free, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, sob suspeita de atuar como operador financeiro do contraventor em um esquema de comércio ilegal de cigarros e lavagem de dinheiro.

Em nota, Patrícia Proetti, advogada de Marco Antônio Cabral, diz que o ex-deputado federal nega "qualquer participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro ou o recebimento de valores de origem ilícita".

Já Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, é um bicheiro conhecido das autoridades de segurança cariocas. Preso em fevereiro deste ano, o contraventor controla a fabricação e a venda de cigarros ilegais na Região Metropolitana do Rio e, hoje, já expande seus negócios ilegais para outros estados.

A prisão de Adilsinho foi conduzida pela operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/RJ), com atuação da Polícia Federal e da Polícia Civil. Ele foi capturado em uma residência em Cabo Frio, na Região dos Lagos, após trabalho de inteligência.