As campanhas pré-fabricadas trarão o fim do continuísmo ou destruirão mitos

A evolução das campanhas eleitorais mostra que vencer nas urnas exige estratégia, comunicação e articulação política. Portanto, a linguagem política não pode ser substituída pelo amadorismo.

As campanhas pré-fabricadas trarão o fim do continuísmo ou destruirão mitos

As eleições no Brasil tiveram seus primeiros e maiores avanços estratégicos a partir da década de 1990 e do início dos anos 2000. Grande parte dessa transformação ocorreu com a consolidação dos institutos de pesquisa e do marketing político. Quem não se lembra do Vox Populi e da DM9?

Foi a partir desses dois fenômenos — um representado pelo marketing político da DM9 e o outro pelos institutos de pesquisa, como o Vox Populi — que Fernando Collor de Mello, então governador de Alagoas, o segundo menor estado do país, chegou à Presidência da República, contando ainda com o apoio da Rede Globo de Televisão.

De lá para cá, as campanhas se modernizaram. Hoje, praticamente ninguém que dispute uma eleição com chances reais de vitória abre mão de contratar marqueteiros, que costumam oferecer em seus pacotes de serviços justamente esses dois pilares considerados fundamentais: pesquisa e estratégia de comunicação.

Contudo, vencer uma eleição depende da soma dos votos conquistados. Essa conquista pode decorrer da força moral da candidatura — ou seja, da imagem e das propostas do candidato ou da candidata —, mas também da desconstrução da chapa adversária. Atualmente, muitos consideram mais seguro trabalhar essas duas frentes simultaneamente.

Mas como isso acontece? Pela desconstrução da imagem do adversário, pelo enfraquecimento de sua base de apoio ou pela combinação dessas estratégias. Das três possibilidades, utilizar ao menos duas costuma ser visto como o caminho mais eficaz; para quem busca maximizar as chances de vitória, empregam-se as três ferramentas de convencimento do eleitorado, independentemente do custo da campanha.

Afinal, há um velho ditado no meio político: campanha cara é a que se perde.

Reflita sobre o que foi exposto e tire suas próprias conclusões.

Creditos: Professor Raul Rodrigues