Nós sofremos pelo que fazemos, e não pelo deveríamos fazer
29/06/2026, 06:22:15Mudanças na educação dos filhos, na autoridade familiar e nas responsabilidades individuais alimentam o debate sobre os desafios enfrentados pelas gerações atuais e o impacto dessas transformações na convivência entre pais, filhos e avós.

Por que nossos pais sofreram menos do que a nossa geração e as que ainda virão?
Porque, na geração dos nossos pais, fazíamos o que eles determinavam ser o melhor para o nosso próprio bem.
E não havia teimosos naquela época? Sim, claro que havia. Eram justamente os que acabavam sofrendo as consequências de suas escolhas.
Hoje, ponderamos e questionamos tudo o que devemos fazer, mesmo sabendo, muitas vezes, que estamos insistindo em erros evidentes. Pais e mães continuam sustentando, de forma direta ou indireta, filhos, filhas, netos e netas que já deveriam caminhar com as próprias pernas.
Nas gerações das décadas de 1950, 1960, 1970, 1980 e até parte dos anos 1990, aos dezoito anos o jovem, em regra, trabalhava e estudava, ou apenas estudava, quando a família tinha melhores condições financeiras. Ainda assim, havia cobranças por boas notas, disciplina e bom comportamento.
Há quem diga que esse pensamento é apenas saudosismo ou resistência às mudanças, explicação frequentemente apresentada por correntes da psicologia.
Naquele tempo, o sistema reconhecia a autoridade dos pais sobre os filhos. Havia até um velho ditado: "Ou você me obedece, ou quem vai cuidar de você é a polícia." Era uma frase comum entre muitos pais da época.
Nos dias atuais, porém, é cada vez mais comum ver filhos e filhas desafiando a autoridade dos pais. Defende-se que tudo deve ser resolvido exclusivamente pelo diálogo. O diálogo é, sem dúvida, o melhor caminho, mas nem sempre produz resultados quando não é acompanhado de limites, responsabilidade e respeito.
Existem dois tipos de pessoas que frequentam as ruas para correr ou as academias: as que buscam manter a forma física e as que procuram aliviar o estresse, liberar energias e controlar a agressividade acumulada. Há ainda um terceiro grupo: aqueles que enfrentam o sobrepeso provocado pela ansiedade.
Enquanto isso, muitos jovens atribuem seus problemas a traumas de infância ou a registros do passado que lhes são convenientes, transferindo aos pais e aos avós a responsabilidade por suas dificuldades. Em muitos casos, quem termina sofrendo são justamente os idosos.
Continuar fazendo o que deve ser feito, assumindo responsabilidades e cumprindo deveres, ainda parece ser um dos melhores remédios. E isso vale para todas as gerações.
E tem gente pensando como heranista - viver de "herança" palavra que não existe na Língua Portuguesa, na verdade é o herdeiro, e o pior quando se trata de herdar da esposa - dizendo nunca ter trabalhado ser demérito, mas que tem muita lenha pra queimar. Isto aos 37 anos. Tem que virar dona de casa mesmo. E ser não é demérito, é o mérito que lhe resta.
