As peneiras dos apoiadores em 2026 vai abrir as cortinas da verdade

Waldemar da Costa Neto quer Michelle com Flávio depois de farpas trocadas ou fogo amigo. Se Michelle se dobrar perde valores morais e políticos. Mas herança quase sempre acaba mais cedo do que se pensa.

As peneiras dos apoiadores em 2026 vai abrir as cortinas da verdade

O ano de 2026 promete movimentar intensamente a política nacional, alagoana e penedense.

No cenário nacional, Waldemar da Costa Neto e Gilberto Kassab serão testados nas urnas como nunca. Segundo as avaliações de Costa Neto, Flávio Bolsonaro venceria a eleição caso Michelle Bolsonaro não rompa politicamente. Ele reafirma: "Sem ela, a derrota é certa. Por isso, a questão entre Flávio e Michelle deve ser resolvida o mais rapidamente possível". Com essa declaração, o próprio Waldemar deixa de se apresentar como figura decisiva, enquanto Michelle passa a ocupar esse papel.

Por sua vez, Gilberto Kassab, conhecido como o "mago dos partidos", considera-se peça de grande importância, independentemente do lado em que estiver, afirmando que a vitória será do grupo ao qual se aliar.

Entretanto, Waldemar enfrenta desgaste diante dos investidores prejudicados pelo caso envolvendo o Banco Master. Já Kassab, se fosse realmente tão indispensável, talvez já estivesse definido como vice de Flávio Bolsonaro, o que, ao menos até o momento, não ocorreu.

Em Alagoas, Renan Filho reúne um amplo grupo de apoiadores, incluindo o clã Pereira, parte significativa do Republicanos, liderada por Antônio Albuquerque, deputado de vários mandatos e pai de um forte candidato à Câmara Federal. Soma-se a isso o segundo voto para o Senado em Arthur Lira, que desponta como um dos favoritos para ser um dos mais votados do estado. Também entram nessa composição a maioria dos deputados estaduais, preparados para percorrer os quatro cantos de Alagoas, além da força política de Renan Calheiros e Arthur Lira na disputa pelo Senado.

Diante desse quadro, torna-se difícil imaginar uma vitória de JHC para o Governo de Alagoas contando apenas com o apoio, ainda que relevante, do grupo Barbosa. Historicamente, Arapiraca sempre foi um importante complemento eleitoral, mas nunca o fator decisivo em uma eleição para governador.

Esse cenário indica que muita coisa ainda será confirmada. No entanto, se Renan Filho continuar aparecendo nas pesquisas consistentes com cerca de 48% das intenções de voto, faltará muito pouco para consolidar uma vitória já no primeiro turno.

Em Penedo, o cenário também promete mudanças. Os apoiadores de candidatos a deputado federal deverão entrar em uma verdadeira corda bamba caso se confirme o crescimento de Luciano Amaral, que poderá figurar entre os mais votados ao lado de Guilherme Lopes. Para o Senado, Renan Calheiros tende a liderar, com Arthur Lira logo atrás, enquanto Renan Filho aparece à frente de JHC na disputa pelo Governo do Estado.

Ao mesmo tempo, há vereadores apostando praticamente sozinhos na transferência de votos para candidatos a deputado federal, deputado estadual, senador e governador. Resta saber se, quando as cortinas se abrirem, esse cenário ficará claro ou permanecerá envolto em incertezas.

O certo é que, após as eleições, muita gente terá de prestar explicações, e algumas delas poderão ser cobradas com mão de ferro.

Creditos: Professor Raul Rodrigues