Vinho: uma taça pode ser prejudicial à saúde?
27/06/2026, 08:56:12
A tacinha de vinho e os riscos à saúde
A tacinha de vinho tinto, que ganha muitos adeptos no inverno, pode, mesmo que em pequenas quantidades, apresentar riscos à saúde?
Essa foi a dúvida central enviada pelos leitores do projeto Vida Boa ao longo da semana, que abordou atividades focadas no álcool. Durante essa semana, o público participou de quizzes, conheceu dicas para evitar pegadinhas relacionadas ao consumo e até apreciou uma receita que não leva álcool, apresentada pela atriz Zezé Motta.
Principais perguntas sobre o consumo de álcool
1. Quais cânceres estão mais ligados ao consumo de álcool?
O álcool é classificado como carcinogênico para humanos. Estudos revelam uma forte associação entre o consumo de álcool e diversos tipos de câncer, incluindo cânceres de boca, faringe, laringe, esôfago, fígado, mama em mulheres e colorretal. O risco pode aumentar com a quantidade de álcool consumido, apresentando-se já em níveis leves. Assim, não existe uma bebida “inocente” e todas as formas de álcool contêm etanol que pode danificar o DNA.
2. O álcool faz mais mal para mulheres do que para homens?
De maneira geral, sim. As mulheres metabolizam o álcool de forma diferente e, por isso, a mesma dose pode resultar em concentrações mais elevadas no sangue. Isso torna as mulheres mais vulneráveis a doenças hepáticas, complicações cardiovasculares, apagões de memória e certos tipos de câncer, como o de mama.
3. Uma taça diária de vinho tinto faz bem para o coração?
Essa ideia, que se popularizou, é mais complexa do que parece. Estudos recentes sugerem que, ao contrário do que se pensava, o consumo de álcool pode aumentar o risco de problemas cardiovasculares, enquanto os benefícios atribuídos ao vinho podem estar mais relacionados ao estilo de vida dos bebedores moderados do que à bebida em si.
4. Quando uma receita com álcool vai ao fogo, o álcool desaparece?
Não completamente. A quantidade de álcool que permanece varia conforme o tempo de cozimento e o método utilizado. Isso é especialmente relevante para grupos como gestantes ou pessoas em recuperação de dependência alcoólica.
5. Cerveja sem álcool está liberada?
Embora possa ser uma alternativa, é fundamental prestar atenção aos rótulos, pois algumas podem conter pequenas quantidades de etanol. Além disso, a cerveja sem álcool não é isenta de calorias e carboidratos, o que deve ser considerado por quem monitora a ingestão desses ingredientes.
Em suma, o consumo de álcool deve ser feito com moderação e atenção aos riscos associados. Para a saúde, é recomendado focar em um estilo de vida equilibrado.
