Corregedoria apura morte de homem que atacou policiais no PI
27/06/2026, 11:12:03
Investigação sobre o caso de Carlito da Silva Santos
Carlito da Silva Santos, de 47 anos, foi morto a tiros após ferir dois policiais militares com um facão em Campo Maior, no Piauí. Vídeos registrados por testemunhas mostram o momento em que Carlito avança em direção à equipe. Segundo a Polícia Militar, a equipe tentou conter o avanço do homem com taser e balas de borracha, mas ele continuou violento. Um dos policiais feridos passou por cirurgia e o outro teve escoriações leves. Os dois se recuperam bem. A Polícia Civil vai investigar o caso.
A Corregedoria da Polícia Militar do Piauí instaurou procedimento para apurar a conduta dos policiais militares envolvidos na morte de Carlito
O coronel Newmarcos informou: "Quando acontece esse tipo de confronto, seja nesse caso em específico ou em outro em que há morte, é feito de imediato um relatório circunstanciado e esse relatório é encaminhado para um promotor militar e para um juiz militar. Então é aberto automaticamente um inquérito policial que vai apurar todo o fato, tudo que aconteceu". "A gente cumpre os prazos legais, nos tempos de investigação e o juiz militar vai decidir se houve realmente o crime, se houve legítima defesa por conta dos policiais, se houve excesso", completou. Ao g1, o comandante do 15º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Reginaldo Costa, informou que uma equipe foi acionada após uma briga generalizada entre familiares. Ao chegarem no local, os policiais teriam sido surpreendidos por Carlito, que estava armado com o facão. Vídeos registrados por testemunhas mostram o momento em que o homem avança em direção à equipe. Para tentar contê-lo, segundo a Polícia Militar, foram utilizados inicialmente meios considerados menos letais, como taser (arma de eletrochoque) e balas de borracha. "Pelas imagens que eu vi, a polícia usou todas os recursos de progressão da força. Foi usada a pistola de eletrochoque e não deu certo. Foi usado elastômero, a bala de borracha, e não deu certo. Ao meu ver, foi legítima defesa dos policiais", concluiu. *Essa reportagem está em atualização.
