Cuidadora de abrigo presa por intermediar encontros de menores

Cuidadora de abrigo presa por intermediar encontros de menores

Investigação e Detenção

A cuidadora do abrigo municipal de Taiobeiras e um idoso foram presos suspeitos de abuso sexual de duas adolescentes, de 16 e 17 anos. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), a funcionária, de 36 anos, utilizou seu cargo de confiança para intermediar os encontros entre as menores e um homem de 71 anos em troca de dinheiro.

A polícia relatou que imagens de câmeras de segurança flagraram o momento em que a cuidadora entrou na casa do idoso acompanhada das adolescentes. Assim que tomou conhecimento dos fatos, a instituição afastou a funcionária de suas atividades.

Além disso, a PCMG informou que o homem chegou a fugir da cidade após os acontecimentos e que a mulher tentou intimidar uma das adolescentes para que mudasse seu depoimento inicial.

A Gravidade do Caso

O caso é tratado com seriedade pelas autoridades, sendo descrito pela delegada Mayra Coutinho como "um fato de extrema gravidade, uma vez que as investigações apontam para a violação de direitos de adolescentes que já se encontravam em situação de vulnerabilidade e sob especial proteção". As prisões da cuidadora e do idoso foram realizadas pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), que ficou responsável pela apuração do caso.

Após a detenção, ambos foram encaminhados ao sistema prisional, e as investigações continuam para esclarecer todos os aspectos desse caso chocante.

Nota do Serviço de Acolhimento

O Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes (SAICA) emitiu uma nota oficial em que constatou ter tomado conhecimento da denúncia contra uma educadora da instituição, sendo ela a suspeita de exploração sexual das adolescentes acolhidas. A nota ressalta que, diante da gravidade dos fatos, a profissional foi imediatamente afastada de suas funções e teve seu vínculo funcional suspenso preventivamente.

A instituição reafirma seu compromisso com a proteção dos direitos de crianças e adolescentes, promovendo ações com rigor, transparência e responsabilidade em situações que possam colocar em risco a integridade das pessoas acolhidas. O SAICA também comunicou formalmente o caso aos órgãos competentes para que todas as medidas legais cabíveis sejam adotadas.