Trump cobra responsabilidade de Israel pelos bombardeios no Líbano
17/06/2026, 03:06:05
Donald Trump critica Israel no contexto do Líbano
Donald Trump criticou Israel pelos bombardeios no Líbano. O governo israelense alega que precisa se defender do grupo extremista Hezbollah. Ao lado do emir do Catar, o presidente americano falou sobre o acordo de trégua assinado com o Irã, afirmando que o texto deixa claro que o Irã jamais terá uma arma nuclear.
Responsabilidade sobre o Líbano
Trump cobrou mais responsabilidade do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em relação ao Líbano. Na segunda-feira (15), Netanyahu afirmou que a luta não acabou e que as operações para neutralizar as ameaças do Hezbollah, aliado iraniano no Líbano, continuarão. Em declaração nesta terça-feira (16), Trump afirmou: "Se Israel não consegue fazer o trabalho sem matar todo mundo, eu farei o trabalho ou a Síria poderá fazer esse trabalho". O governo sírio, por sua vez, nega qualquer interesse em uma intervenção no Líbano.
Tensões e a cúpula do G7
Trump foi ainda mais contundente, dizendo: "Sem nós, sem os Estados Unidos, não haveria Israel". A guerra na Ucrânia também foi um destaque na cúpula do G7, realizada em Évian. Durante o evento, Donald Trump classificou como positivo o encontro com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e enfatizou que a Rússia deveria considerar fechar um acordo, já que, assim como a Ucrânia, o país está perdendo milhares de soldados em combate mensalmente. Zelensky chegou a propor um encontro com o presidente russo, Vladimir Putin, no G7, mas o Kremlin negou a recepção de qualquer convite.
Interações no G7
Em eventos paralelos, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, se reuniu com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, onde anunciaram o início das negociações sobre um acordo entre o Mercosul e o Japão. Lula também discutiu com os presidentes da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do Conselho Europeu, António Costa, o veto do bloco à carne brasileira. Durante seu discurso sobre parcerias internacionais, Lula criticou o protecionismo, ressaltando que o combate aos crimes transnacionais, incluindo o crime organizado, deve respeitar a soberania dos Estados.
Enquanto isso, o presidente brasileiro não teve uma reunião bilateral com Trump e, durante a foto oficial, os dois não interagiram.
