O túmulo da mulher alheia é cavado pelo próprio homem

Entre a busca pela autonomia e as armadilhas da submissão, muitas mulheres continuam presas a velhos padrões de dependência e abandono.

O túmulo da mulher alheia é cavado pelo próprio homem

A Ilusão do Empoderamento

As mulheres, de tanto serem envolvidas pelas investidas na busca de se tornarem uma nova noiva, esquecem-se das vaidades masculinas — em sua maioria — voltadas apenas para conhecer aquela que pensa ser criadora, mas acaba transformada em criatura.

Assim caminha a humanidade, e nos dias atuais não é diferente.

As que demoram a casar, quando vistas como “titias”, já não despertam o mesmo interesse masculino. Passam despercebidas pelos olhares do seu maior algoz: o homem sem boas intenções. Muitas até tentam reagir, mas, na grande maioria dos casos, acabam relegadas ao abandono.

Há também aquelas que pregam a aceitação de tudo para não ampliar a própria história de rejeição. Estas são as “casadas” dominadas e intrusas em seus novos relacionamentos. Vivem sob a ordem sem progresso e, quando conseguem alguma forma de fuga, geralmente é para estudar e, muitas vezes, prestar desserviços à população. Preferencialmente, na área da saúde.

No fundo, no momento em que as mulheres buscam o empoderamento, são elas mesmas que acabam se aproximando dos caminhos do cemitério ou das clausuras de “O Morro dos Ventos Uivantes”. Parecem felizes, mas a subserviência continua sendo uma de suas marcas mais visíveis.

Creditos: Professor Raul Rodrigues - com observações da vida