Morte de idoso alérgico à dipirona gera investigação em Juiz de Fora

Morte de idoso alérgico à dipirona gera investigação em Juiz de Fora

O que ocorreu com Raimundo Evangelista de Almeida


A morte de Raimundo Evangelista de Almeida, de 69 anos, no Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Juiz de Fora, está sendo investigada pela Polícia Civil e pela Prefeitura. Segundo a família, ele era alérgico à dipirona e recebeu uma injeção do medicamento mesmo após alertas sobre sua condição.

A negligência alegada pela família


Os familiares alegam que houve falha grave no atendimento médico, já que a alergia de Raimundo estava devidamente documentada. O prontuário indica que o medicamento foi administrado, mesmo com o aviso sobre a alergia. Após receber a dipirona, o quadro de saúde do paciente se deteriorou rapidamente e ele teve um mal súbito, não resistindo e vindo a falecer horas depois.

Quem era Raimundo?


Raimundo Evangelista de Almeida morava no bairro Borboleta e foi internado no HPS após ser atropelado por uma moto no dia 24 de maio. Apesar de estar consciente e em bom estado de saúde antes da medicação, o erro em sua prescrição gerou revolta e preocupação na família.

A resposta das autoridades


A Prefeitura de Juiz de Fora reagiu à situação abrindo um procedimento administrativo para apurar as circunstâncias da morte de Raimundo. O médico responsável pelo atendimento e uma auxiliar de enfermagem foram afastados cautelarmente para evitar obstruções nas investigações. Além disso, a Polícia Civil também registrou um boletim de ocorrência e iniciou uma investigação sob a supervisão do delegado Luciano Vidal.

O que é a alergia à dipirona?


A dipirona é um medicamento amplamente utilizado no Brasil como analgésico e antitérmico. Quando administrado a pacientes alérgicos, pode causar reações adversas graves, incluindo queda de pressão, dificuldades respiratórias e choque anafilático, que podem ser fatais.

Considerações finais


A morte de Raimundo Evangelista de Almeida levanta questões importantes sobre a segurança no atendimento médico e a necessidade de seguimento rigoroso de protocolos hospitalares. Acompanhe as investigações para compreender como esse trágico erro ocorreu e quais medidas serão tomadas para evitar que casos semelhantes se repitam.