Os diferentes tipos de campanhas do ontem para o hoje

Pelo nosso conhecimento, a concorrência aumentou deamis, o capital influencia demais, mas ainda conta uma fama boa, o carisma e um histórico de prestador de serviços por onde passou.

Os diferentes tipos de campanhas do ontem para o hoje

Reza a lenda que a concorrência é o melhor fenômeno para produzir melhor, atender melhor, fazer melhor, ser melhor e, por fim, buscar o melhor para todos.

Nas campanhas das décadas de 1970, 1980 e 1990, a concorrência para deputado estadual era bem diferente da atual. Antes dos anos 2000, os candidatos procuravam eleitores nas cidades vizinhas às suas bases eleitorais, o que fortalecia o conhecimento sobre quem estava disputando o voto popular. Perguntava-se: "Quem é esse candidato?". E a resposta era imediata: "Ah, sei quem é. Homem de bem, bom esposo, bom pai e excelente profissional". O político tinha profissão, história e identidade.

Nos tempos atuais, os candidatos são verdadeiros "corre-campos". Percorrem o estado inteiro, invadindo regiões que muitas vezes desconhecem, mas que se tornam atraentes pelo tamanho do eleitorado. Chegam acompanhados de cabos eleitorais, ponteiros e toda sorte de intermediários políticos.

Para quem exerce uma profissão ou ocupa um cargo de visibilidade estadual, muitas vezes parece mais fácil tornar-se conhecido. Porém, junto com a notoriedade vem o risco de adquirir má fama. Mal-educado, grosseiro, desatencioso, mentiroso ou incompetente: esses são os riscos enfrentados por quem decide assumir funções públicas de destaque.

Em contrapartida, se o sujeito for bom — usando a linguagem da juventude —, as notícias também se espalham. E o resultado é a construção de uma reputação de excelência. Seu nome chega aos quatro cantos já associado à boa fama. E isso conta muito. Quem tem boa fama se junta aos bons. É uma das regras da própria natureza humana.

Mesmo vivendo no tempo em que o capital exerce enorme influência, se o dinheiro fosse o único fator decisivo na política, João Lira teria sido eleito governador. E não foi. Houve um fiel da balança: seus aliados o traíram. Além disso, a fama de empresário linha-dura também não contribuiu para ampliar seu apoio popular.

Creditos: Professor Raul Rodrigues