Não existe ditador mais sanguinário que o povo

Nos tempos medievais, o sangue era derramado nos campos de batalhas. Neste tempo onde a civildade prevalece, são as urnas que transbordam de votos a favor do que é melhor.

Não existe ditador mais sanguinário que o povo

Na riquíssima história da humanidade, nada é mais cruel do que o conhecimento do povo contra aqueles que o enganaram. E, quando isso acontece mais de uma vez, os resultados costumam ser estrondosos.

O povo impõe derrotas sanguinárias, como nos tempos das guerras medievais, quando reis desafiavam o império da própria gente. O povo demora, mas sabe o tempo certo de plantar e de colher.

Em Penedo, a população nunca perdoou ex-prefeitos que não corresponderam às suas expectativas. Foi o caso de Zé Alves, que fez as elites penedenses tremerem quando tentou confrontar sua influência por meio das nomeações do secretariado.

Também não perdoou o Dr. Dirson, impondo-lhe uma derrota histórica, voto a voto, diante das elites, com o placar de quatro votos para um no conjunto das urnas. Mais tarde, voltou a derrotá-lo na disputa para vereador.

E o povo, quando provocado, demonstra sua sabedoria e sua liberdade. Foi assim que, por duas vezes, derrotou os Beltrão — em 2008 e 2024 — livrando a população de novos mandatos considerados sofríveis por grande parte do eleitorado.

Neste momento, em que Lopes e Beltrão voltam a se encontrar frente a frente nas urnas, os sinais apontam para mais uma derrota, com diferença de votos em proporções semelhantes às observadas nas eleições de 2024.

Quem duvidar que guarde este artigo para conferir no futuro. Será mais um acerto do “ingênuo” Professor Raul, que sabe muito bem quando está sendo gravado para desdobramentos posteriores.

Creditos: Professor Raul Rodrigues