Mulher foi morta enquanto dormia em Indaiabira

Mulher foi morta enquanto dormia em Indaiabira

A Polícia Civil indiciou um homem de 53 anos pelo assassinato de sua companheira, de 47 anos, ocorrido em 14 de maio na zona rural de Indaiabira. Investigações revelaram histórico de violência doméstica, incluindo uma prisão do suspeito em 2022 por tentar matar a mesma vítima com golpes de facão. O homem foi indiciado pelo crime de feminicídio qualificado por meio cruel e pelo recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

As investigações apontaram que a vítima foi agredida diversas vezes na cabeça e no rosto com um pedaço de madeira enquanto dormia, durante a madrugada. Após o crime, o homem fugiu e foi encontrado pela Polícia Militar em uma área de mata nas proximidades da propriedade.

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), os levantamentos apontaram um histórico de violência doméstica e familiar. Testemunhas foram ouvidas e relataram agressões recorrentes sofridas pela vítima. “Foi identificado que, cerca de três meses antes do crime, a mulher procurou atendimento médico após sofrer graves ferimentos na cabeça, que exigiram sutura com 14 pontos. Na ocasião, ela informou ter sofrido uma queda. Entretanto, os elementos reunidos no inquérito indicam que as lesões podem estar relacionadas ao contexto de violência doméstica”, informou a PCMG.

Os laudos periciais apontaram ainda lesões antigas, em diferentes estágios de evolução, evidenciando agressões anteriores. Além disso, o investigado chegou a ser preso, em 2022, por tentativa de feminicídio contra a mesma companheira. “Na ocasião, ele teria utilizado um facão para agredi-la. Após a soltura, o relacionamento foi retomado.”

Com base nas provas reunidas, incluindo laudos periciais que afastaram a versão apresentada pelo investigado de uma suposta queda acidental, a Polícia Civil o indiciou pelo crime de feminicídio qualificado por meio cruel e pelo recurso que impossibilitou a defesa da vítima. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público.