O Diabo dos Falsos Moralistas

Enquanto as religiões criaram a figura do Diabo para representar o mal, falsos moralistas escondem seus próprios pecados sob o manto da toga e da aparência, espalhando calúnias para atacar aqueles cuja trajetória não conseguem enfrentar de igual para igual.

O Diabo dos Falsos Moralistas

Assim como as religiões criaram a figura do Diabo para manter viva a polarização entre o Bem e o Mal, alguns falsos moralistas, principalmente aqueles que subvertem as leis, embora as conheçam, insistem em contrariá-las, apropriando-se de casas, carros e de outras vantagens, utilizando-se da “prerrogativa” proporcionada pelas paredes e pelos privilégios da toga em benefício próprio.

Esses falsos moralistas, eternos prisioneiros de suas próprias memórias no Alcatraz da psique, até tentam reunir pessoas para falar contra cidadãos comuns, sem máculas na moral, na dignidade ou nas profissões que exerceram ou exercem. Entretanto, seu passado não lhes permite um confronto direto, franco e público.

Quem usa o carro do defunto não pode nem deve se digladiar moralmente com ninguém, pois seu passado e sua reputação rastejam entre aqueles que o conhecem. Mesmo que, em sua presença, receba afagos e sorrisos, no íntimo de cada mente que conhece o podre travestido de toga não há homenagem nem admiração. É fruto de uma árvore de raízes apodrecidas.

As religiões criaram o Diabo para sustentar suas narrativas; o falso moralista, por sua vez, contamina pessoas para espalhar calúnias contra terceiros, já que ele próprio não tem condições morais de travar um verdadeiro “Mortal Kombat” no campo da honra e da verdade.

Creditos: Professor Raul Rodrigues