Israel avança com ofensiva no sul do Líbano contra Hezbollah

Israel avança com ofensiva no sul do Líbano contra Hezbollah

Avanço estratégico no Líbano

O Exército israelense anunciou a tomada da fortaleza medieval de Beaufort, situando-se no sul do Líbano, como parte de sua ofensiva contra o grupo xiita Hezbollah, aliado do Irã. Essa ação é vista como uma tentativa de Israel de "esmagar" o Hezbollah enquanto as forças israelenses ordenam a evacuação de áreas ao sul do país, entre a fronteira israelense e o rio Zahrani.

Desde o início da guerra em 2 de março, mais de 3.371 pessoas perderam a vida e cerca de um milhão foram deslocadas, de acordo com autoridades libanesas. Por sua vez, o Exército israelense reportou a morte de um soldado, elevando para 25 o número de israelenses mortos em operações no Líbano.

Negociações em meio ao conflito

O avanço das forças israelenses ocorre juntamente com negociações mediadas pelos Estados Unidos e Irã para tentar encerrar os conflitos na região. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, elogiou a tomada da fortaleza de Beaufort, classificando-a como uma etapa crucial na progressão das operações em direção a Nabatieh.

Em uma declaração, Netanyahu disse: "Quarenta e quatro anos após a heroica batalha de Beaufort, nossas tropas retornaram e hastearam novamente a bandeira de Israel". Esta fortaleza não apenas possui importância histórica, mas é também considerada estratégica, pois oferece uma visão privilegiada do sul do Líbano e parte do norte de Israel.

Reações e consequências

A importância da fortaleza é ressaltada pela sua proteção reforçada pela UNESCO, com o ministro da Cultura do Líbano, Ghasan Salamé, manifestando preocupação com os danos ao patrimônio histórico, dado o "grave perigo" que representa a ofensiva israelense.

Por outro lado, o Hezbollah continuou a responder com ataques, lançando foguetes contra o norte de Israel e desafiando o avanço israelense na área.

No cenário político, o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, criticou as ações de Israel, chamando-as de "política de terra arrasada e punição coletiva", e enfatizou a importância de continuar as negociações diretas para encontrar uma solução pacífica. As discussões entre os dois países estão agendadas para os dias 2 e 3 de junho em Washington.