Crescimento da Veloc Locações no setor de escoramento
31/05/2026, 04:23:04
Cuidados no escoramento de obras
Erick Souza, gerente geral da Veloc Locações, explica os cuidados necessários no escoramento para evitar acidentes, atrasos e prejuízos em construções. Ele destaca ainda a importância do suporte técnico especializado.
Para que uma obra saia do papel e se transforme em realidade, uma série de processos, etapas e técnicas precisam ser feitos da maneira correta. Um deles é o escoramento, sistema estrutural temporário que sustenta lajes, vigas e elementos de concreto enquanto o material não atinge a resistência necessária para suportar o próprio peso.
Se o escoramento é mal dimensionado ou executado de forma inadequada, a obra pode enfrentar riscos sérios. O mais crítico é o colapso estrutural durante ou logo após a concretagem. Quando as escoras não suportam a carga da laje ainda fresca, ocorre o desabamento, com risco direto de morte para os trabalhadores presentes no canteiro, alerta Erick Souza.
"Existem ainda consequências menos visíveis: um escoramento subdimensionado pode não causar o colapso imediato, mas gerar deformações excessivas nas lajes — trincas, fissuras, pisos desnivelados — que só aparecem depois que a obra é entregue. Isso gera passivo técnico e jurídico enorme para a construtora", diz.
Outro ponto é o impacto financeiro e de prazo. Uma falha de escoramento pode paralisar completamente a obra, gerar custos de retrabalho e demolição, atrasar a entrega e comprometer o contrato com o cliente.
"As causas mais comuns que identificamos em campo são: ausência de projeto técnico, uso de equipamentos danificados ou inadequados para o tipo de laje, uso de escoras de madeira, montagem sem travamento correto e, especialmente, remoção precoce das escoras antes que o concreto atinja a resistência prevista", comenta Erick Souza.
De acordo com o gerente, um bom projeto de escoramento começa antes mesmo do início das obras no canteiro. Ele deve ser elaborado por um profissional habilitado, levando em conta as cargas reais da estrutura, como o tipo de laje, o vão entre apoios, a espessura, o peso do concreto fresco e as sobrecargas de trabalho.
Esses pontos são estabelecidos pela ABNT NBR 15696, norma técnica que regulamenta formas e escoramentos para estruturas de concreto, explica Erick Souza. "Na prática, precisamos definir: o espaçamento correto entre as escoras, a necessidade de travamentos horizontais e diagonais para dar estabilidade lateral ao conjunto, as condições do piso onde as escoras vão apoiar e o cronograma de concretagem", complementa.
Para que a obra seja concluída no prazo e em segurança, a escolha do equipamento certo é decisiva. As escoras metálicas têm vantagens claras sobre sistemas improvisados em madeira, explica o especialista. Entre eles, capacidade de carga maior e padronizada, regulagem de altura precisa, reaproveitamento sem perda de desempenho quando bem mantidas e rastreabilidade das especificações técnicas.
"Uma escora metálica de qualidade é dimensionada para suportar cargas de forma confiável e uniforme. Já uma escora com desgaste, corrosão na rosca ou tubo amassado pode ceder de forma imprevisível. Por isso, na Veloc, trabalhamos com revisão e manutenção preventiva do nosso estoque: cada equipamento que sai para uma obra passou por inspeção", salienta o gerente geral da Veloc Locações.
"Além disso, quando o construtor opta por locação em vez de compra, ele tem acesso a equipamentos atualizados, o que pode reduzir o risco de usar material depreciado ou inadequado para as exigências do projeto", complementa.
Na visão do especialista, existe um ponto muitas vezes subestimado na construção. Trata-se do suporte técnico na consultoria para a escolha do equipamento adequado ao projeto específico do cliente. Ele ressalta a importância do fornecedor orientar sobre quantidades, configuração e pontos de atenção para a escora daquela obra em particular.
Erick Souza diz que esse cuidado é especialmente importante no mercado alagoano, estado em que a Veloc atua e onde há tanto grandes empreendimentos na capital Maceió, no agreste em Arapiraca, litoral norte e outras obras menores no interior, cada uma com características e necessidades próprias.
"Um suporte técnico bem feito evita improvisações que custam caro: evita o excesso de escoras onde não precisa e a falta onde é crítico. Evita a remoção antecipada e o retrabalho. Em um mercado que cresce como o nosso aqui em Alagoas, quem investe em planejamento correto e no parceiro técnico certo entrega obra no prazo, com segurança e sem surpresas desagradáveis no final", finaliza o gerente geral da Veloc.
