Reações dos presidenciáveis à decisão dos EUA sobre PCC e CV

Reações dos presidenciáveis à decisão dos EUA sobre PCC e CV

Decisão dos Estados Unidos


O anúncio do governo dos Estados Unidos de que vai classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas provocou reações de presidenciáveis nesta quinta-feira (28). A decisão foi anunciada pelo Departamento de Estado dos EUA. Segundo o governo americano, as facções estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil e são responsáveis por ataques contra policiais, autoridades públicas e civis.

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🔎 A primeira classificação tem efeito imediato. A inclusão na lista de organizações terroristas estrangeiras deve ocorrer em 5 de junho.

O anúncio foi feito um dia depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, se reunir com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Segundo Flávio, Rubio se mostrou favorável à classificação das facções brasileiras como organizações terroristas.

Encontro Lula e Trump


Três semanas antes do anúncio, Lula se reuniu com Trump na Casa Branca, em Washington. Segundo o presidente brasileiro, a possível classificação de facções brasileiras como organizações terroristas não foi discutida diretamente no encontro. De acordo com Lula, apesar de o tema não ter sido tratado de forma direta, o Brasil deixou claro que pretende intensificar o combate ao crime organizado e se dispôs a ajudar na criação de um grupo de trabalho internacional sobre o tema.

Reações dos presidenciáveis


Veja o que dizem presidenciáveis sobre a decisão:

  • Lula (PT)
    O presidente Lula não havia se manifestado publicamente sobre o tema até a publicação desta reportagem. Uma fonte ouvida pelo repórter Guilherme Balza, da GloboNews, afirmou que o governo brasileiro não foi avisado da medida. O blog da Julia Duailibi apurou que Lula deve explorar o temor de uma invasão americana no Brasil, como as que ocorreram na Venezuela e no México, para reagir à decisão do governo Trump sobre o PCC e o CV.
  • Flávio Bolsonaro (PL)
    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou um vídeo nas redes sociais em que atribuiu a si a decisão dos Estados Unidos e criticou Lula. Flávio disse que Lula "foi de joelhos atrás do Trump fazer lobby a favor de CV e PCC" e que ele foi "trabalhar para que eles fossem tratados como terroristas". "Um em cada quatro brasileiros mora em áreas dominadas por esse estado terrorista, ou seja, não possui soberania nem dentro das suas próprias casas", disse. O senador também agradeceu ao presidente Donald Trump e ao secretário de Estado, Marco Rubio. "Agradeço ao presidente Donald Trump e ao secretário de Estado, Marco Rubio, por atenderem rapidamente ao meu pedido em nome do povo brasileiro", afirmou.
  • Ronaldo Caiado (PSD)
    O governador de Goiás e pré-candidato, Ronaldo Caiado (PSD), também se manifestou nas redes sociais e criticou Lula. "Vocês viram, gente, o governo americano acaba de classificar como terroristas as organizações criminosas do PCC e do Comando Vermelho. E o Lula os classifica como vítimas dos usuários de drogas", disse. Caiado afirmou que sua "única frustração" foi não ter chegado à Presidência da República para tomar a iniciativa.
  • Romeu Zema (Novo)
    O governador de Minas Gerais e pré-candidato, Romeu Zema (Novo), afirmou que PCC e Comando Vermelho são "facções terroristas" e disse que o governo americano reconheceu algo que, segundo ele, o governo Lula não fez. "O PCC e Comando Vermelho são facções terroristas. Precisou o governo americano reconhecer isso em vez do governo Lula e do PT. Uma vergonha", afirmou. Zema também criticou o argumento de que a classificação das facções como terroristas poderia ameaçar a soberania do Brasil.
  • Renan Santos (Missão)
    O pré-candidato fez um post no X (antigo Twitter) sobre a decisão dos Estados Unidos. "Americano nenhum vai matar nossos bandidos. Quem vai matar seremos nós. Honra e glória aos nossos policiais", escreveu.