TranspoAmazônia discute soluções logísticas para a seca

TranspoAmazônia discute soluções logísticas para a seca

Debate sobre cabotagem e logística na Amazônia

O diretor da Abac, Felipe Cassab, defendeu o monitoramento contínuo dos rios amazônicos. A cabotagem responde por cerca de 80% do transporte de produtos destinados a Manaus. Durante o III TranspoAmazônia, especialistas debateram soluções de dragagem e batimetria.

A cabotagem e os impactos da estiagem nos rios amazônicos foram discutidos durante a palestra “A importância da cabotagem para a região amazônica – números e fatos”, ministrada por Felipe Cassab, diretor da Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac). Esta atividade integra o III TranspoAmazônia — Feira e Congresso Internacional de Transporte e Logística, que acontece de quarta-feira (27) a sexta-feira (29), no Centro de Convenções Vasco Vasques, na zona Centro-Sul da capital amazonense. O evento reúne empresários, especialistas, investidores e representantes do setor de transporte para debater logística, infraestrutura e navegação na região Norte.

Durante a palestra, o diretor da Abac defendeu o monitoramento contínuo do nível dos rios, com emissão de alertas para que usuários antecipem embarques antes do agravamento da estiagem. Ele também citou a necessidade de realizar batimetrias prévias para identificar trechos críticos que precisam de dragagem.

Cassab mencionou, ainda, o uso de equipamentos de dragagem mais eficientes e a execução dos serviços no período adequado. Entre as medidas apresentadas, estão batimetrias após as dragagens para validar os resultados e soluções anuais de infraestrutura voltadas à navegação e logística na Amazônia. Entre as propostas, destacam-se:

  • Monitoramento constante do nível dos rios, com emissão de alertas aos usuários para permitir a antecipação de embarques;
  • Realização de batimetrias prévias para identificar trechos críticos que precisam de dragagem;
  • Uso de equipamentos de dragagem mais eficientes;
  • Execução das dragagens no período adequado, antes do agravamento da seca;
  • Realização de batimetrias após as dragagens para validar os resultados e garantir segurança à navegação;
  • Implantação de avanços anuais em soluções de infraestrutura voltadas à navegação e logística na região amazônica.

Em entrevista, Cassab afirmou que a cabotagem é responsável por 80% do transporte de produtos destinados à região de Manaus e ao Norte. Para ele, a operação do setor depende de infraestrutura adequada para garantir regularidade e previsibilidade ao transporte de cargas. “A cabotagem tem uma importância grande para a região de Manaus. 80% dos produtos chegam de cabotagem na região. Temos a preocupação de que a infraestrutura seja adequada para que o serviço tenha regularidade e previsibilidade”, declarou.

Ao comentar o funcionamento da cabotagem na Amazônia, Cassab destacou que o modal atua na ligação entre polos produtores e consumidores e depende de ações contínuas de infraestrutura para manter o fluxo logístico da região, especialmente durante períodos de seca severa. Além das palestras, a TranspoAmazônia conta com painéis, exposições, lançamentos de livros e rodadas de discussão sobre transporte e logística na região Norte.