As chapas miadas da política alagoana

Sem definições para Senado, governo e vice, os principais grupos políticos de Alagoas seguem presos às dúvidas, disputas internas e arranjos familiares para 2026.

As chapas miadas da política alagoana

Dentro do atual quadro político que cerca as forças dominantes no estado, as composições para as duas vagas ao Senado, além das candidaturas a governador e vice-governador, ironicamente ainda seguem sem definição. Estranho, mas verdadeiro.

Do lado de Calheiros, Dantas e Victor, a arrumação ainda depende de um nome para vice-governador e outro para senador. Duas vagas seguem em aberto.

Com Arthur Lira, a conjuntura é semelhante: falta um nome para o Senado e outro para o governo, com um diferencial — o nome cogitado para governador pode ser o mesmo desejado para senador. Porém, há restrições quanto à composição com Alfredo Gaspar, juntos ou separados. Gaspar é do PL; Lira, do PP.

E, no PSDB de JHC, a confusão parece ainda maior. Fala-se em JHC para governador, sem definição de vice, podendo até disputar o Senado com um governador “laranja”; a mãe senadora, a esposa deputada federal e um Caldas deputado estadual. Cabelo, barba e unhas afiadas. Mas será que o povo concorda com isso?

Entre tantas vagas e, por enquanto, poucos nomes para preenchê-las, as chapas seguem mesmo miadas.

Creditos: Professor Raul Rodrigues