Criança explorada sexualmente pela mãe recebe acompanhamento psicológico
23/05/2026, 10:22:02
A menina de 3 anos que era explorada sexualmente pela mãe está fazendo acompanhamento psicológico semanal e acompanhamento médico mensal. Desde janeiro deste ano, ela vive com o pai, que conseguiu a guarda na Justiça. O caso foi descoberto em dezembro do ano passado, em Ribeirão Preto (SP). Na segunda-feira (18), Leiliane Vitória Oliva Coelho, de 22, foi condenada a 63 anos de prisão em regime fechado pelos crimes contra a filha. O marido de Leiliane, Andrey Gabriel Zancarli, de 23, padrasto da criança, foi condenado a 45 anos por envolvimento no caso.
A menina de 3 anos que era explorada sexualmente pela mãe, Leiliane Vitória Oliva Coelho, de 22, está fazendo acompanhamento psicológico semanal e acompanhamento médico mensal. Desde janeiro deste ano, ela vive com o pai, que conseguiu a guarda na Justiça. "Ela vem apresentando uma melhora progressiva. Começou a frequentar a escola regularmente, algo que antes não acontecia, e segue com acompanhamento psicológico semanal e médico mensal. Todos os exames solicitados foram realizados, e ela está bem de saúde", disse ao g1 a advogada do pai da criança, Beatriz Moreno.
O caso foi descoberto em dezembro do ano passado, em Ribeirão Preto (SP). Na segunda-feira (18), Leiliane foi condenada a 63 anos de prisão em regime fechado pelos crimes contra a filha. Ela chegou a gravar a criança em cenas sexuais para satisfazer as próprias fantasias e dopava a menina com brigadeiro de maconha para produzir os vídeos. O marido de Leiliane, Andrey Gabriel Zancarli, de 23, padrasto da criança, foi condenado a 45 anos por envolvimento no caso. Os dois estão presos desde o momento que os crimes vieram à tona e a defesa deles não foi localizada pela reportagem para comentar o assunto.
As investigações começaram quando o amante de Leiliane procurou a polícia para fazer uma denúncia, após encontrar indícios dos abusos em mensagens no celular dela e conversas de Leiliane e Andrey contendo vídeos que a mostravam molestando a filha. Segundo o amante de Leiliane, à época, a criança apresentava comportamento retraído e frequentemente acordava assustada, pedindo para "parar", situação que lhe causava estranhamento. Ao g1, Beatriz também informou que a menina já não passa por estes episódios. "Os episódios em que acordava durante a madrugada, por exemplo, diminuíram bastante, embora existam alguns reflexos do trauma sofrido no dia a dia, ainda que de forma menos frequente".
Após o caso vir à tona, em dezembro do ano passado, a criança, de 3 anos, chegou a viver em um abrigo em Ribeirão Preto sob acompanhamento e assistência do Conselho Tutelar. Em janeiro, o pai da menina conseguiu a guarda dela na Justiça. Atualmente eles vivem em Paranapanema (SP), na região de Itapetininga. "Felizmente, com o pai, ela passou a viver uma rotina muito diferente. Tem tido acolhimento, estabilidade e cuidados voltados ao bem-estar físico e emocional. Estamos torcendo pra que ela se desenvolva sem maiores sequelas dos abusos sofridos", revela Beatriz Moreno, advogada da família.
O caso veio à tona depois que o amante de Leiliane encontrou indícios dos abusos em mensagens no celular dela e fez a denúncia. Em depoimento à polícia, o homem disse que, como tinha acesso ao celular de Leiliane, identificou conversas dela com Andrey contendo vídeos que a mostravam molestando a filha. Os policiais foram até o endereço da família e prenderam Andrey, que estava com a menina e um bebê de quatro meses, filho dele e de Leiliane. Leiliane foi presa no trabalho, em um shopping na zona Sul de Ribeirão Preto.
Durante as investigações, o Ministério Público e a Polícia Civil apontaram que Leiliane gravava cenas sexuais com a filha com o objetivo de satisfazer as próprias fantasias sexuais. Nos depoimentos à polícia, o casal revelou detalhes dos abusos. Andrey contou que Leilane sempre falou abertamente de assuntos de caráter sexual em casa, com temas que envolviam a própria filha, mas negou que tenha tocado na criança. Ele também disse que a Leiliane dopava a filha com brigadeiro recheado com maconha e que chegou a fazer sexo com a mulher enquanto ela estava em cima da criança. Leiliane também admitiu, em depoimento, que o casal sempre falava de fantasias sexuais para a criança. Leiliane e Andrey foram condenados pelos crimes de estupro de vulnerável, fornecimento de substâncias que podem causar dependência à criança, além de produção, reprodução, armazenamento, divulgação e transmissão de pornografia infantil, e aliciamento da vítima para cometer ato libidinoso.
