Desabafo da mãe de jovem morta em acidente com motorista

Desabafo da mãe de jovem morta em acidente com motorista

A tragédia na BR-060

A mãe da vítima, Keila Farinha, expressou sua profunda tristeza e a sensação de um buraco em casa após a morte da filha. Ela ainda não consegue aceitar a perda repentina da jovem Kimmberlly.

Minutos antes do acidente, a estudante Kimmberlly Gisele gravou um vídeo suplicando para que o motorista Ivan Rodrigues parasse o veículo. Essa gravação mostra o desespero da jovem.

A delegada Silzane Bicalho informou que o condutor, Ivan, demonstrou ciúmes de outros rapazes em um bar antes de partir com a vítima. O acidente fatal ocorreu durante o trajeto em direção a Brasília.

Detalhes do acidente

Ivan Rodrigues Cardoso relatou à polícia que viu um vulto e reagiu bruscamente ao volante, causando o capotamento do carro. O motorista possui antecedentes por embriaguez ao volante.

A defesa de Ivan considera a investigação de feminicídio precipitada, sem comprovação de intenção de causar o acidente. Eles anunciarão medidas judiciais, como o pedido de habeas corpus.

Desabafo da mãe

A mãe da estudante Kimmberlly Gisele Pereira Rodrigues, que morreu em um acidente de carro na BR-060, desabafou sobre a falta que a filha faz. "Está um buraco aqui em casa", descreveu Keila Farinha.

Antes do acidente, Kimmberlly gravou um vídeo em que mostra o momento em que ela implorava para que Ivan Rodrigues Cardoso, motorista do carro, parasse o veículo, minutos antes da batida.

O acidente aconteceu na madrugada do dia 4 de maio. "Eu acho que eu ainda não tive tempo para cair a ficha. A qualquer momento tenho a sensação de que ela vai chegar em casa. Está difícil, porque ela era radiante o tempo todo, alegre o tempo todo", declarou a mãe em entrevista para a TV Anhanguera.

Investigação em andamento

A defesa de Ivan afirmou que o caso se trata de um acidente de carro em investigação e considerou precipitada a investigação como feminicídio. De acordo com a advogada Luiza Barreto Braga, não há comprovação da intenção de provocar o acidente.

Segundo a delegada Silzane Bicalho, responsável pela investigação, os dois passaram o dia anterior em uma chácara e, depois, foram para um bar. "Ele ficou com ciúmes de alguns rapazes e saiu de lá no sentido de Brasília", relatou.

O acidente aconteceu quando os dois estavam indo em direção a Brasília. "Ele disse que viu um vulto, achou que era um animal, puxou o volante e perdeu o controle do carro, vindo a capotar", contou a investigadora.

Para a delegada, Ivan relatou que os dois estavam namorando, mas o g1 não conseguiu contato de familiares para confirmar a relação dos dois.

"Ele falou que estavam namorando. A Kimmberlly era muito popular e ele falou que outros mexiam com ela", contou a delegada.

Ivan está preso em prisão temporária e responde por feminicídio com dolo eventual. Ele já foi preso em 2021 por embriaguez ao volante e também já respondeu por omissão na guarda de animal perigoso, após um cachorro, da raça pitbull, atacar a uma mulher na rua.

Nota da defesa

A defesa de Ivan Rodrigues Cardoso vem esclarecer que as informações divulgadas até o presente momento não refletem, de forma fiel e técnica, a dinâmica dos fatos efetivamente ocorridos. Trata-se, em tese, de um acidente automobilístico, cuja apuração ainda se encontra em fase inicial de investigação pelas autoridades competentes.

Nesse contexto, é precipitado atribuir ao caso a natureza de feminicídio antes da conclusão dos procedimentos investigativos e da análise técnica de todos os elementos constantes nos autos.

A defesa destaca que não há, até o momento, qualquer conclusão definitiva que indique intenção deliberada de provocar o resultado trágico, motivo pelo qual é imprescindível que o caso seja tratado com responsabilidade, cautela e observância ao devido processo legal.

Ivan Rodrigues Cardoso lamenta profundamente o ocorrido e manifesta solidariedade aos familiares e amigos da vítima neste momento de imensa dor e consternação.

A defesa informa, ainda, que adotará todas as medidas judiciais cabíveis para assegurar os direitos e garantias constitucionais do investigado, incluindo a impetração de Habeas Corpus, com o objetivo de garantir a correta aplicação da lei, a regularidade do procedimento investigativo e o respeito ao princípio da presunção de inocência.

Por fim, a defesa reafirma sua confiança nas instituições e acredita que os fatos serão devidamente esclarecidos ao longo da investigação, com base em provas técnicas e dentro dos parâmetros legais e constitucionais que regem o Estado Democrático de Direito.