Da telinha às telas móveis: a transformação silenciosa da sociedade
19/05/2026, 16:37:22Entre novelas, telejornais e aplicativos digitais, gerações acompanharam a evolução da comunicação e da tecnologia que remodelou costumes, pensamentos e relações sociais no Brasil.

Sempre foi um hábito, nos anos 60, 70, 80 e 90, famílias inteiras sentarem-se à frente da telinha para, juntas, assistirem às telenovelas da Globo ou do SBT como forma de distração, mas que, no fundo, tinham metas a serem alcançadas: a nova formação da sociedade.
E assim perdurou por décadas inteiras, reformando ou poluindo cabeças e mentes dos brasileiros por meio das avançadas ideias de Bonnie a Boninho, ou despoluindo o conservadorismo engastado por décadas a cada meio século. Mas era assim mesmo: jovens que estudavam nas capitais voltavam para o interior desafiando a sociedade patriarcal.
Com a chegada dos aparelhos celulares e, logo depois, da internet móvel e do Wi-Fi, a televisão foi, aos poucos, sendo abandonada e, com o advento dos aplicativos de filmes e séries, aposentaram-se as programações da TV aberta.
Até os telejornais foram substituídos pelas redes news, com notícias mais depuradas e tão atuais quanto as das programações locais ou das transmissões com horários marcados.
Nos dobramos à tecnologia, com seus avanços à velocidade da luz, suas imagens “instantâneas” — para os nossos olhos, imediatas; para a Física, do passado —, todavia repletas de novidades incontestáveis, formatando nossas mentes quais HDs sob efeito de upgrade para melhor funcionamento, na tentativa de aproximar as diferenças entre gerações, entre séculos, ou entre os séculos XX e XXI.
Tornamo-nos viajantes interestelares em menos tempo do que prevíamos.
