Queda de 0,7% na atividade econômica em março
18/05/2026, 10:55:05
O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado como prévia do desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), teve uma queda de 0,7% em março, em relação ao mês anterior, divulgou o Banco Central (BC) nesta segunda-feira. O resultado, no entanto, representa um aumento de 3,1% na comparação com o mesmo mês de 2025.
O IBC-Br funciona como um termômetro da atividade econômica, e reúne dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária. O índice é ajustado para compensar variações sazonais, como feriados e férias, permitindo uma comparação mais precisa entre os períodos.
Neste mês, todos os setores apresentaram queda, com variações de -0,2% na agropecuária, -0,2% na indústria e -0,8% em serviços. O resultado reforça os sinais de que a economia brasileira deve registrar uma desaceleração neste ano em comparação com os crescimentos dos anos anteriores. O próprio Banco Central e o mercado financeiro esperam um ritmo de crescimento mais moderado nos próximos meses.
No trimestre encerrado em março de 2026 ante o trimestre terminado em dezembro de 2025, o IBC-Br apresentou alta de 1,3%. Nos últimos 12 meses, o indicador avançou 1,8%. Em 2025, o índice encerrou o ano com uma alta acumulada de 2,45% na série sem ajuste sazonal.
Em 2026, fatores como os efeitos da guerra no Irã devem ajudar a desacelerar este crescimento. Quanto mais dura a crise no Oriente Médio e a alta do petróleo, maior é o impacto sobre outros preços, em um movimento que alimenta a inflação e pode dificultar a continuidade do ciclo de queda dos juros pelo BC.
Mesmo com medidas tomadas pelo governo após o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, os combustíveis já subiram, em média, 6,8% no Brasil neste ano. O governo admite que o efeito da guerra vai afetar a inflação em 2026, mas não o suficiente para superar o teto da meta, mas analistas de mercado já projetam o IPCA do ano acima do intervalo de tolerância.
