Inflação sobe e Selic atinge 13,25% pela 10ª vez

Inflação sobe e Selic atinge 13,25% pela 10ª vez

Projeção de Inflação Sobe e Taxa Selic é Ajustada para 13,25%


A cada semana, a economia brasileira enfrenta novos desafios. O mercado financeiro elevou pela décima semana consecutiva a projeção de inflação, que agora se encontra em 4,2%, além de ajustar a estimativa da taxa Selic para 13,25%. A tensão no Oriente Médio contribui para esse cenário, criando uma atmosfera de cautela no Banco Central. A economista Marcela Kawauti prevê potenciais novas altas na Selic, enquanto a projeção para o IPCA em 2028 também sofreu um pequeno aumento.

Pela décima semana seguida, a projeção para a inflação deste ano foi revisada para cima, de 4,91% para 4,2%. A mudança mais significativa do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, foi na estimativa da taxa Selic, que passou de 13% para 13,25%. No final de fevereiro, a previsão chegou a 12% antes dos primeiros ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã. A projeção para o IPCA em 2028 também teve uma leve alta de 3,64% para 3,65%.

A escalada do conflito no Oriente Médio tem levado economistas a prever uma desaceleração no ritmo e na extensão da redução dos juros. A guerra aumenta a pressão inflacionária em escala global, e o Brasil não está imune a esses efeitos. A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central já enfatiza a necessidade de maior cautela diante desse cenário incerto.

Marcela Kawauti, economista-chefe da Lifetime, afirma: "Há uma acomodação nas expectativas para a inflação de 2026, mas acredito que novas revisões altistas para a Selic podem ocorrer no futuro. As revisões para a inflação em 2026 foram cada vez menores, mas parece que ela se estabilizará um pouco abaixo de 4,95% para este ano. A revisão para o IPCA de 2028 indica um desânimo durante o longo prazo, o que é preocupante. O Banco Central pode precisar manter a Selic em um patamar elevado para mitigar os efeitos secundários. Além disso, o IGPM continua sendo revisado para cima, o que pressiona preços no atacado e margens das empresas."