Saruê é resgatado após invadir sofá em casa no DF
16/05/2026, 12:11:03
O incidente com o saruê
Na madrugada do último sábado (16), um saruê foi resgatado em uma casa na Asa Sul, no Distrito Federal. O animal, que havia invadido a residência, se escondeu dentro do sofá. Os moradores da casa perceberam a situação quando notaram que o saruê estava se alimentando da ração da gata da família. Ao perceber a presença dos humanos, o saruê se assustou e rapidamente se escondeu no sofá.
A Polícia Militar foi acionada, e os policiais do Batalhão da Polícia Ambiental (BPMA) chegaram ao local para realizar o resgate do animal. Utilizando uma pinça de captura, os militares conseguiram retirar o saruê de dentro do sofá e colocá-lo em uma caixa de transporte. Após a avaliação, os policiais informaram que o saruê estava saudável e, portanto, decidiu-se soltá-lo no Parque Ezequias Heringer, no Guará II.
Características do saruê
O saruê, conhecido cientificamente como Didelphis aurita, é uma espécie de gambá que apresenta hábitos noturnos. Sua alimentação é variada, incluindo frutas, raízes, vermes, larvas, insetos, lagartos, serpentes, anfíbios, aves, escorpiões e pequenos mamíferos, como ratos. Essa espécie é encontrada em diversos países da América do Sul, incluindo, mas não se limitando a:
- Argentina
- Bolívia
- Venezuela
- Uruguai
- Guianas
- Paraguai
- Brasil
Além disso, o saruê é um marsupial, o que significa que possui uma bolsa no ventre onde os filhotes se desenvolvem. Ao invés de nascerem filhotes totalmente formados, nascem embriões de aproximadamente um centímetro, que completam seu desenvolvimento na bolsa materna.
Um fato curioso sobre os saruês é que, sob forte estresse, eles podem exalar um odor desagradável, uma característica típica dos gambás. Apesar de seu potencial para se adaptar aos ambientes urbanos, onde encontram comida facilmente, o saruê não deve ser mantido como um animal doméstico.
Orientações em caso de encontro com animais silvestres
O BPMA orienta que, ao encontrar um animal silvestre, o ideal é acionar a corporação pelo telefone 190. Quando resgatados, se os animais estiverem em bom estado, são soltos na área de preservação mais próxima. Caso estejam feridos, são encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama.
