Português preso por cárcere privado e violência no Ceará

Português preso por cárcere privado e violência no Ceará

Crimes de violência doméstica no Ceará

Um português foi preso nesta sexta-feira (15) em Crateús, no interior do Ceará, para cumprir uma pena por cárcere privado e lesão corporal no âmbito doméstico. Antônio Augusto Borges Bordonhos foi condenado em definitivo por um crime ocorrido em 21 de outubro de 2023, quando agrediu sua então companheira. Na época do crime, ele chegou a ser preso em flagrante, mas foi solto no dia seguinte, durante a Audiência de Custódia. A Justiça havia concedido a ele liberdade provisória, mediante o cumprimento de medidas cautelares, como a proibição de se aproximar da vítima. Com a condenação transitada em julgado, a polícia cumpriu o mandado de prisão expedido pela Vara Única Criminal de Crateús.

Antônio Augusto Borges Bordonhos foi capturado por investigadores da 3ª Seccional do Interior Norte, em cumprimento a um mandado de prisão expedido pela Vara Única Criminal de Crateús, em virtude de condenação transitada em julgado pelos crimes. A defesa do acusado não foi localizada. Na sentença condenatória, o Poder Judiciário destacou a intensidade e a brutalidade das agressões, praticadas em contexto de violência doméstica motivada por sentimento de posse e ciúmes excessivos. O homem foi condenado a 5 anos e 3 meses de reclusão, em regime inicial fechado.

Motivado por ciúmes

Conforme o processo judicial, os crimes ocorreram entre os dias 20 e 21 de outubro de 2023, na cidade de Crateús. O acusado, movido por ciúmes após visualizar mensagens da vítima em rede social, iniciou uma sequência de agressões extremamente violentas, desferindo socos, empurrões e apertões no pescoço da companheira, violência que perdurou durante toda a madrugada. O laudo pericial constatou múltiplas lesões graves na vítima, incluindo hematomas nos olhos, ferimentos nos lábios, escoriações no pescoço e diversas equimoses pelo corpo, evidenciando a brutalidade da ação criminosa.

Além das agressões, o condenado manteve a vítima em cárcere privado após o espancamento. Segundo a investigação, ele trancou a residência e dormiu com a chave escondida sob o travesseiro, impedindo que a mulher deixasse o imóvel ou buscasse ajuda. No local, também estava a mãe da vítima, uma idosa cadeirante, que permaneceu em situação de vulnerabilidade durante toda a madrugada.

A vítima somente conseguiu escapar na manhã seguinte, quando o agressor saiu da residência e deixou o portão destrancado, momento em que acionou a Polícia Militar. Os policiais que atenderam à ocorrência encontraram a mulher bastante lesionada, abalada emocionalmente e relataram ainda as condições insalubres do imóvel. À época, Antônio foi preso em flagrante. No entanto, foi solto no dia seguinte, na Audiência de Custódia, ocasião em que teve a liberdade provisória concedida mediante o cumprimento de medidas cautelares. Entre essas medidas estava a proibição de manter contato, se aproximar e frequentar o trabalho ou a casa da vítima.