Renúncia de secretário britânico pressiona premier Keir Starmer
14/05/2026, 12:30:06
Renúncia de Wes Streeting aumenta pressão sobre Keir Starmer
A renúncia de Wes Streeting, secretário de Saúde do Reino Unido, intensifica a pressão sobre o primeiro-ministro Keir Starmer para deixar o cargo e buscar nova liderança no Partido Trabalhista. Streeting, visto como possível sucessor, justificou a saída pela perda de confiança em Starmer, especialmente após a derrota eleitoral regional que fortaleceu a extrema direita britânica. A crise no partido é atribuída à impopularidade do governo e a decisões controversas de política.
O secretário de Saúde e Serviço Social do Reino Unido, Wes Streeting, renunciou ao cargo nesta quinta-feira, aumentando a pressão sobre o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que está sob fogo aliado para entregar a liderança do governo e do Partido Trabalhista. Cotado entre os favoritos para assumir o posto em caso de uma queda de Starmer, o secretário disse ter "perdido a confiança" na liderança do premier em sua carta de renúncia.
Ligado a uma ala mais centrista do Partido Trabalhista, Streeting teve uma conversa com o premier no começo da semana, em meio a uma debandada de secretários do governo. A conversa, apontada pela imprensa britânica, durou menos de 20 minutos, sem maiores declarações públicas sobre o conteúdo. O secretário demissionário citou a reunião em sua carta de renúncia nesta quinta.
"Como você sabe pela nossa conversa no início desta semana, tendo perdido a confiança em sua liderança, concluí que seria desonroso e sem princípios continuar", escreveu Streeting na mensagem endereçada a Starmer.
O influente representante trabalhista citou também a dura derrota do partido nas eleições regionais da semana passada. No primeiro desafio eleitoral sob a liderança de Starmer, a legenda perdeu cadeiras em uma extensa área do país, vendo em paralelo um avanço da extrema direita britânica, com uma ascensão destacada do Reform UK — um resultado que causou preocupação entre alas progressistas do país.
"Os resultados eleitorais da semana passada foram sem precedentes — tanto pela dimensão da derrota quanto pelas consequências desse fracasso. Pela primeira vez na história do nosso país, nacionalistas estão no poder em todos os cantos do Reino Unido — incluindo um perigoso nacionalismo inglês representado por Nigel Farage e o Reform UK", escreveu Streeting, definindo o partido extremista como "uma ameaça aos valores e ideais" britânicos e "uma ameaça existencial à integridade futura do Reino Unido".
O agora ex-secretário citou também a falta de confiança dos setores progressistas nos trabalhistas, relacionando a crise do partido à "impopularidade do governo", mencionando "erros individuais de política", como a decisão de Starmer de cortar auxílio para combustível no inverno.
*Matéria em atualização
