OMS confirma surto de hantavírus com cepa Andes
14/05/2026, 04:52:04
Surto de hantavírus a bordo do cruzeiro
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou que oito casos de hantavírus no cruzeiro MV Hondius são da cepa Andes, a única transmissível entre humanos. Até 13 de maio, 11 casos e três mortes foram registrados, com taxa de letalidade de 27%. O surto é considerado de risco moderado para passageiros e tripulação, mas baixo para o restante do mundo. A origem do surto ainda é investigada, com foco em possíveis contágios na Argentina e Chile.
Dados e Informações do surto
Oito pessoas infectadas no surto de hantavírus a bordo do cruzeiro MV Hondius testaram positivo para o vírus Andes, a única cepa que é transmitida entre humanos, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira (13). "Até 13 de maio, foram notificados 11 casos, incluindo três mortes", afirmou a OMS em um boletim informativo publicado na noite desta quarta. Desses 11 casos, "oito foram confirmados em laboratório como infecção pelo vírus Andes (ANDV), dois são considerados prováveis e um é inconclusivo e está passando por análises complementares", detalhou.
Taxa de letalidade e tratamento
Entre as vítimas fatais, duas tinham infecções confirmadas por essa cepa, e a terceira é classificada como um caso "provável", segundo a OMS. A taxa de letalidade - percentual de doentes que morrem após contrair a infecção - deste surto é, nesta fase, de 27%, apontou a organização. Não existe vacina nem tratamento específico contra o hantavírus, que pode provocar uma síndrome respiratória aguda. Todos os casos registrados até o momento estavam a bordo do navio. O caso considerado inconclusivo diz respeito a uma pessoa nos Estados Unidos, "atualmente assintomática", de acordo com a OMS.
Risco e investigações em andamento
A organização continua considerando que o risco é "moderado" para a saúde dos passageiros e da tripulação do navio e "baixo" para o restante da população mundial. A origem deste surto de hantavírus permanece desconhecida. Segundo a OMS, o primeiro contágio ocorreu antes do início do cruzeiro, em 1º de abril, já que o primeiro passageiro morto, um holandês de 70 anos, apresentou sintomas a partir de 6 de abril. O período de incubação do vírus varia de uma a seis semanas. "Estão sendo realizadas investigações para esclarecer as possíveis circunstâncias da exposição e a fonte do surto, em colaboração com as autoridades da Argentina e do Chile", informou a OMS na quarta-feira. O primeiro paciente que morreu havia permanecido pouco mais de 48 horas em Ushuaia, na Terra do Fogo, antes de embarcar em 1º de abril. As autoridades locais consideram "praticamente nula" a possibilidade de que ele tenha sido contagiado ali.
