Correios buscam parcerias para aumentar lucratividade e eficiência

Correios buscam parcerias para aumentar lucratividade e eficiência

Correios buscam parcerias para diversificar e aumentar lucratividade

Os Correios estão em busca de parcerias para transformar a empresa em um modelo lucrativo. O presidente Emmanoel Rondon anunciou que o Conselho de Administração aprovou duas parcerias, com mais seis em negociação. As iniciativas visam diversificar os serviços e melhorar a eficiência operacional, com algumas parcerias previstas para serem formalizadas ainda neste semestre. A estratégia é alavancar a presença física dos Correios e colaborar com parceiros privados para superar limitações internas.

As parcerias são uma das estratégias dos Correios para virar, com velocidade, a chave de uma empresa deficitária para um modelo eficiente e lucrativo. Nesta terça-feira, o Conselho de Administração da estatal aprovou duas, e há outras seis em negociação, revelou o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, em entrevista que me concedeu nesta tarde na Globonews. Ele contou ainda que as duas parcerias podem ser firmadas ainda neste primeiro semestre.

Rondon destacou que "Não vou divulgar agora (os parceiros) porque os dois contratos ainda estão para ser formalizados. Mas posso adiantar que uma das parcerias é um serviço que não tem nada a ver com o serviço típico de correios e tem um potencial enorme de receita. Dessas oito parcerias que estamos trabalhando, duas estão sendo viabilizadas agora. Nas seis restantes, há outras duas que talvez no primeiro semestre a gente já consiga ter o mesmo resultado".

Além disso, ele ressaltou que "a carta está desaparecendo no mundo inteiro, essa receita tende a diminuir. Temos que buscar aproveitar a presença física que temos, as forças que a empresa desenvolveu ao longo do tempo para desenvolver outros modelos de negócio. E, como precisamos de velocidade, usamos parceiros privados que tenham capacidades que hoje não temos dentro da empresa".

Rondon também comentou sobre a recuperação da eficiência na operação, afirmando que isso permitirá aos Correios voltar a crescer nos contratos com os principais clientes, que reduziram os volumes nos últimos tempos devido ao descumprimento de prazos de entrega. "Chegamos a ter um nível de cumprimento de prazo de 64%, que é um nível bem ruim, no começo do ano, em janeiro. Hoje estamos com nível, em muitas superintendências, acima de 97% e, na média, 93%".