Pais de menino morto no Líbano seguem desaparecidos

Pais de menino morto no Líbano seguem desaparecidos

Tragédia no Líbano: Pais de menino brasileiro desaparecem após bombardeio

A família voltou à casa durante trégua para buscar pertences; a explosão destruiu o imóvel e deixou o casal sob escombros no Oriente Médio.

O corpo do menino brasileiro Ali Ghassan Nader, de 11 anos, morto em um bombardeio no sul do Líbano, já foi enterrado, mas os pais dele seguem desaparecidos. As mortes do pai e da mãe haviam sido confirmadas, mas a família ainda não conseguiu localizar os corpos após a explosão. As buscas ocorrem em meio aos escombros da casa atingida.

De acordo com relato do tio da criança, Bilal Nader, "meu irmão e minha cunhada estavam dentro do imóvel no momento do ataque. Os dois filhos do casal estavam do lado de fora." A tragédia ocorreu quando a família voltou ao local durante um cessar-fogo para retirar pertences, e o bombardeio aconteceu nesse intervalo.

"Estavam meus dois sobrinhos do lado de fora, meu irmão e minha cunhada dentro. Nessa hora deu o bombardeio. Os dois voaram, o menor não resistiu", disse Bilal Nader. Ali Ghassan foi enterrado, e seu irmão mais velho sobreviveu, sendo levado a um hospital para recuperação.

A força da explosão foi tão intensa que destruiu completamente o imóvel de três andares. "A casa virou pedaços", afirmou o tio. O ataque aconteceu no domingo (26), no distrito de Bint Jbeil, quando havia um cessar-fogo em vigor entre Israel e o Hezbollah. Mesmo com a trégua, novos bombardeios foram registrados, resultando na morte de pelo menos 14 pessoas e ferindo outras 37 na região, segundo agências internacionais.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou, na segunda-feira (27), a morte do menino e da mãe, ambos brasileiros. O pai, libanês, também foi identificado como vítima do ataque. O Itamaraty condenou os bombardeios realizados durante o cessar-fogo, tanto por Israel quanto pelo Hezbollah.

A embaixada do Brasil em Beirute está em contato com a família para prestar assistência, incluindo ao filho sobrevivente. O cessar-fogo havia sido prorrogado por três semanas após negociações dos Estados Unidos, mas ataques continuaram a ser registrados nos últimos dias. Israel mantém o direito de realizar operações contra o Hezbollah, mesmo durante o ato de trégua.