Irã ameaça destruir produção de petróleo dos países do Golfo

Irã ameaça destruir produção de petróleo dos países do Golfo

Irã em alerta para países do Golfo

Um comandante militar iraniano alertou, nesta quarta-feira (22), países vizinhos ao território que, se suas terras ou instalações forem usadas para atacar o Irã, "terão que se despedir da produção de petróleo na região do Oriente Médio". Entenda: Ultimato de Trump ao Irã: veja a linha do tempo.

De acordo com a agência de notícias Fars, um comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã teria afirmado que o alerta surgiu porque alguns países do Golfo Pérsico "permitiram anteriormente que seu território fosse usado pelos inimigos do Irã".

Ainda segundo a Fars, o militar teria apontado possíveis alvos dessa nova ameaça, que se expandiu para além de instalações militares e passou a incluir campos de petróleo e refinarias estratégicos em todo o Oriente Médio. A agência indica que estruturas nos Emirados Árabes, Arábia Saudita, Kuwait, Catar e Bahrein foram mencionados.

Cessar-fogo prorrogado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em sua rede social que ordenou às Forças Armadas que mantenham o cessar-fogo com o Irã por tempo indeterminado. O comunicado na última terça-feira (21), também definiu a manutenção do bloqueio marítimo ao Estreito de Ormuz.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, havia prometido que o cessar-fogo se encerraria nesta quarta (22), alegando que uma extensão deste armistício seria "altamente improvável". O cessar-fogo estava originalmente previsto para ter duração de 2 semanas, iniciando-se na noite de 7 de abril.

Escalada e instabilidade no Oriente Médio

O conflito no Irã tem provocado milhares de mortes desde o início dos ataques coordenados entre Estados Unidos e Israel, iniciados em 28 de fevereiro. Em resposta, Teerã anunciou o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás comercializados no mundo, o que equivale a ampliar os impactos globais.

Com o avanço das negociações diplomáticas, um cessar-fogo temporário permitiu a reabertura parcial da rota. No entanto, menos de 24 horas após o anúncio, o Irã voltou a indicar que poderia restabelecer as restrições caso o bloqueio naval americano fosse mantido.

No mesmo dia, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que a liberação do tráfego seria provisória, válida até 22 de abril, período em que vigoraria o cessar-fogo entre Líbano e Israel. O acordo, mediado pelo Paquistão, previa circulação controlada de embarcações, mas enfrentou resistência de atores envolvidos no conflito libanês, como o Hezbollah, além de Israel.

Diante de violações do cessar-fogo e da exclusão do Líbano de pontos centrais do entendimento, o Irã chegou a suspender novamente a liberação do tráfego. Com novas acusações de descumprimento e o prazo do acordo estendido, as tensões permanecem na região.