Caso Davi da Silva: 12 anos de espera por julgamento em AL
11/04/2026, 12:47:20
Um Caso de Espera e Dor
Quatro policiais são réus pelo desaparecimento de Davi da Silva em Maceió, mas o julgamento do caso ainda não ocorreu após 12 anos de espera e dor da família.
Davi da Silva, um adolescente de 17 anos, desapareceu após uma abordagem policial, em 25 de agosto de 2014. A família busca não só Justiça, mas também um corpo ou o que restar dele, para fechar um ciclo que parece interminável.
Os Réus
Na guarnição envolvida no caso estavam os militares Eudecir Gomes de Lima, Carlos Eduardo Ferreira dos Santos, Victor Rafael Martins da Silva e Nayara Silva de Andrade. Eles foram indiciados e acusados pelos crimes de tortura, sequestro e cárcere privado, homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Contudo, até hoje, nunca foram julgados.
A Dor da Família
"Sinceramente, eu só queria que isso acabasse logo, porque toda essa situação mexe muito com o emocional da minha família. É muito difícil para a gente lidar com tudo isso". É com essa frustração que Ana Paula da Silva espera, há quase 12 anos, o desfecho do assassinato do irmão.
A família, especialmente Ana Paula, ainda vive com a esperança de descobrir o que aconteceu com Davi. Durante aquela abordagem, Davi estava com um amigo, Raniel Victor. Eles foram abordados por uma guarnição do Batalhão Radiopatrulha da Polícia Militar, onde a família nega o envolvimento dele com o tráfico de drogas.
A Busca por Justiça
A mãe de Davi, Maria José da Silva, lutou incansavelmente para encontrar o filho por 11 anos, até seu falecimento em 2025. Ana Paula acredita que a mãe viveu angustiada sem ver a Justiça sendo feita.
"O que mais me marcou e me marca até hoje foi a busca incansável da minha mãe por Justiça. Ela morreu sem nem sequer ver o desfecho do caso e isso me deixa muito triste".
Testemunhas e Ameaças
Raniel, amigo de Davi e principal testemunha do desaparecimento, foi encontrado morto em 2015, o que levantou ainda mais questões sobre a segurança das testemunhas envolvidas no caso.
Indefinições no Julgamento
Acompanhando tudo isso, a Polícia Militar ainda não forneceu esclarecimentos sobre a situação dos acusados desde o ocorrido. O julgamento já foi adiado duas vezes, deixando a família em um limbo emocional.
"Isso é uma falta de respeito com a família mais uma vez", lamentou Ana Paula.
