JHC, o andarilho que calado fala mais alto

As chapas majoritárias estão sendo o corredor polonês de onde ninguém sai inteiro.

JHC, o andarilho que calado fala mais alto

Agora já percorrendo o estado e visitando as maiores lideranças dos redutos eleitorais decisivos para a campanha de 2026, entre a cruz e a espada — governo e Senado — o ex-prefeito de Maceió, JHC, desequilibra a mesa de apostas sobre se será ou não candidato, seja a governador ou a senador.

Em Maceió, a aposta de seus milhares de eleitores — centenas de milhares — é de que seja candidato a governador; já a política indica e sinaliza para o Senado da República. Muito embora a banca de Brasília o prefira neutro, ainda assim jogando as pedras no tabuleiro do xadrez político.

Para o Senado, a dor é anunciada como a crônica de um acordo a ser ferido. Lula não quer problemas com Arthur Lira, o que puxa o travão — o freio de mão — do carro guiado por JHC.

Para o governo, surge outra crônica de proibição, para não ferir a candidatura de Renan Filho em disputa acirrada, o que deixaria vulnerável a reeleição de Renan Calheiros.

Contudo, diante das anunciadas candidaturas para deputado federal no PSDB, a política toma forma de que tudo o que poderia ter sido acordado pode, de fato, já estar acertado — ainda que sem alarde — para uma caminhada longa, com o silêncio ao seu lado, mas em que os visitados falam por si.

Por fim, entre as chamadas candidaturas kamikaze, estão as de: Alfredo Gaspar, para governador; Davi Davino, para vice-governador; e Júlio César, para deputado federal.

Creditos: Professor Raul Rodrigues