Dia do Autismo e pacto pela inclusão regional

Dia do Autismo e pacto pela inclusão regional

Dia Mundial da Conscientização do Autismo

O papel de um gestor que olha para o futuro é o de construir as bases para que nenhum cidadão precise pedir licença para ser incluído. Neste 2 de abril, Dia Mundial da Conscientização do Autismo, renovo meu compromisso com essa causa. Mais do que uma data no calendário, este dia nos convoca à ação coletiva. Em Jaguariúna, esse olhar foi consolidado com a inauguração do Centro Municipal do Autismo "Vânia Pereira Queiroz", com 34 salas e atendimento multidisciplinar. Este é o mais completo equipamento público municipal da nossa região.

A força de uma rede regional

Minha caminhada pela Região Metropolitana de Campinas (RMC) e a vice-presidência da Associação Paulista de Municípios (APM) me permitem ver que a inclusão está ganhando corpo em cidades vizinhas. É inspirador ver Indaiatuba avançar com seu Centro de Cuidado da Pessoa com TEA, com foco em hidroterapia e salas sensoriais; Sumaré, que descentralizou o atendimento humanizado para os Centros da Criança; e Campinas, que amplia sua rede de apoio e conscientização.

Essa união de esforços é o que chamo de inclusão sem fronteiras. Quando uma cidade investe em excelência, ela eleva a régua para toda a região.

O exemplo de Osasco e o futuro

Olhando para além da nossa RMC, destaco o trabalho em Osasco, que se tornou uma referência estadual com a criação do Centro de Referência de Acolhimento a Autistas e Familiares e a implementação rigorosa da CipTEA (Carteira de Identificação da Pessoa com Autismo). Osasco nos ensina que o acolhimento deve abraçar também a família, que é a base de todo o processo terapêutico.

Ao longo da minha trajetória, vi o poder de transformação de terapias como a equoterapia. Lembro-me de uma mãe que me disse: "Meu filho não tinha equilíbrio para sentar, e hoje ele corre pela casa". Essa evolução dá sentido ao investimento público.

O Valor da Continuidade

Quando falamos de centros de apoio, é importante destacar que um prédio público não pertence a um governante; é um patrimônio das próximas gerações. Governar é ouvir a demanda da população e transformar o imposto em estrutura, afinal a inclusão é uma construção diária, e nela, ninguém pode ficar para trás.