Aumento nos combustíveis: faca de dois gumes entre consumidores e donos de postos

O consumidor nunca ganaha. Proprietários de postos sempre lucram, muito ou pouco. Depende do estoque no reservatório. Isso dentro da lei.

Aumento nos combustíveis: faca de dois gumes entre consumidores e donos de postos

O que pode regulamentar o aumento nos combustíveis no Brasil tem cheiro de “golpe”, sendo uma faca de dois gumes para consumidores e donos de postos.

Para o consumidor, há a obrigatoriedade de pagar pelo diesel ou gasolina por necessidade de ir ao trabalho, fazer compras no supermercado, levar os filhos à escola e buscá-los, entre outras razões que, ao final das contas, recaem sobre as responsabilidades de marido, pai, avô, tio — ou qualquer que seja a função.

Para os donos de postos, surge a oportunidade de, caso estejam com os reservatórios cheios antes do aumento, lucrar sobre cada litro estocado com o valor reajustado ou, no mínimo, multiplicar o total de litros em estoque pelo valor do aumento.

Mas por que, então, essa cadeia fechada se estende dessa forma? Porque, desde o governo de Michel Temer, foi implantado no país o Preço de Paridade Internacional (PPI), cláusula exigida por investidores norte-americanos desde os tempos do escândalo do “Petrolão”, ligado ao Partido dos Trabalhadores.

Hoje, somos regidos pelo PPI, o que nos obriga a manter a correção do preço do barril de petróleo de acordo com o que acontece no mercado financeiro mundial.

Em Alagoas, mais de duas dezenas de postos de combustíveis já foram autuados pelo Procon por desrespeito às normas vigentes.

Creditos: Professor Raul Rodrigues