Papa Leão XIV clama por paz no Oriente Médio

Papa Leão XIV clama por paz no Oriente Médio

Papa se manifesta após milhares de vítimas em conflito no Oriente Médio. Após conduzir a tradicional oração do Angelus no 4º Domingo da Quaresma (15), o Papa Leão XIV voltou a fazer um forte apelo pela interrupção das hostilidades no Oriente Médio. Diante da crescente violência registrada nas últimas semanas, o pontífice pediu o fim imediato dos combates e destacou o sofrimento da população civil atingida pelo conflito. As informações são do Vatican News.

A manifestação ocorreu ao meio-dia, quando o líder da Igreja Católica falou da janela do Palácio Apostólico para os fiéis reunidos na Praça São Pedro. Na ocasião, ele lembrou que a região vive um novo ciclo de confrontos desde o fim de fevereiro, quando uma ofensiva militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã ampliou as tensões já existentes.

De acordo com estimativas divulgadas por algumas fontes internacionais, mais de 1.200 pessoas teriam morrido desde o início das operações militares, incluindo ao menos 200 crianças. O papa afirmou acompanhar com preocupação os acontecimentos e garantiu orações às famílias que perderam parentes e amigos durante os bombardeios.

Segundo ele, as últimas duas semanas têm sido marcadas por intenso sofrimento para milhares de pessoas. Muitos civis foram mortos e outros tantos precisaram abandonar suas casas em busca de segurança. O pontífice também citou os ataques a estruturas civis, como escolas, hospitais e áreas residenciais, que aumentam o impacto humanitário da guerra.

Durante a mensagem, o líder religioso demonstrou solidariedade às vítimas e reiterou a necessidade de interromper o ciclo de violência. Para ele, o sofrimento vivido pelas populações da região reforça a urgência de buscar caminhos pacíficos para resolver o impasse.

Papa Leão XIV e sua preocupação com o Líbano. Além do confronto envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, o papa também destacou a situação no Líbano. O país enfrenta uma grave escalada de confrontos na fronteira, com combates entre o exército israelense e o grupo Hezbollah.

Segundo estimativas recentes, os enfrentamentos já provocaram cerca de mil mortes e levaram quase um milhão de pessoas a deixar suas casas dentro do território libanês. A crise humanitária preocupa autoridades internacionais e organizações de ajuda.

Diante desse cenário, o pontífice afirmou esperar que iniciativas de diálogo sejam retomadas para apoiar as autoridades libanesas na busca por soluções duradouras. Segundo ele, somente por meio da negociação será possível aliviar a crise que afeta o país e garantir condições de estabilidade para a população.

Ao encerrar a mensagem, o papa reforçou que a comunidade internacional precisa trabalhar para substituir o uso da força por negociações diplomáticas. Em sua avaliação, apenas o diálogo tem capacidade de abrir caminho para uma paz verdadeira e duradoura.

Dirigindo-se diretamente aos responsáveis pelos confrontos, ele fez um pedido para que as armas sejam silenciadas e que se restabeleçam canais de conversa entre as partes envolvidas. O pontífice afirmou que a violência não pode produzir justiça, segurança ou estabilidade, objetivos que, segundo ele, são esperados por todos os povos da região.

Em nome dos cristãos que vivem no Oriente Médio e de todas as pessoas que desejam a paz, o papa concluiu seu pronunciamento com um novo apelo: que o cessar-fogo seja alcançado e que o diálogo volte a ocupar o lugar das armas.