Maria Corina acusa governo da Venezuela de injustiça seletiva

Maria Corina acusa governo da Venezuela de injustiça seletiva

A acusação de María Corina Machado

A líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, acusou o governo do país de aplicar "justiça seletiva" ao manter preso seu aliado e advogado, Perkins Rocha, mesmo após a aprovação de uma nova lei de anistia destinada a libertar presos políticos. "Negar anistia seletivamente é repressão. O regime liderado por Delcy Rodríguez pretende prolongar o terror para quebrar a moral daqueles que lutam pela democracia e pela liberdade na Venezuela, que agora estão tão próximas", afirmou Machado. "Perkins Rocha e todos os presos políticos devem ser completamente libertados. Não libertados, não processados: LIVRES!", acrescentou.

A lei de anistia proposta

Em janeiro deste ano, sob pressão dos Estados Unidos, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, aprovou uma lei de anistia geral com o objetivo de beneficiar centenas de presos políticos e estimular um processo de reconciliação nacional. A medida surgiu no contexto da crise política no país após a prisão do então presidente Nicolás Maduro. Além da proposta de anistia, Rodríguez anunciou o fechamento da prisão do Helicoide, em Caracas, conhecida por abrigar presos políticos e apontada por organizações de direitos humanos como um centro de tortura e de violações sistemáticas. O local deverá ser transformado em um centro esportivo, social e cultural.

Quem é Perkins Rocha?

Perkins Rocha Contreras é coordenador jurídico do partido Vente Venezuela e representante do Comando Venezuela junto ao Conselho Nacional Eleitoral. Ele também atua como advogado e assessor pessoal de María Corina Machado. O advogado está detido desde agosto de 2024, quando foi acusado de incitação ao ódio, traição à pátria, conspiração e associação criminosa. Ele foi preso junto a outras pessoas que contestaram a reeleição de Nicolás Maduro nas eleições presidenciais daquele ano. Segundo organizações que acompanham o caso, Rocha foi detido após um confronto com policiais encapuzados e armados, que o abordaram em frente a um supermercado onde ele fazia compras. Durante a ação, ele teria sido arrastado pelo pescoço, agredido e empurrado para dentro de um dos veículos policiais.

De acordo com Machado, o advogado de 63 anos passou cerca de 17 meses em regime fechado. Atualmente, ele permanece em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica, e precisa se apresentar às autoridades a cada três horas. Mesmo nessas condições, seu pedido de anistia foi negado pela Justiça venezuelana.

Conclusão

O cenário político na Venezuela é marcado por tensões e disputas sobre a liberdade e direitos humanos. O caso de Perkins Rocha destaca a luta pela justiça e pela liberdade dos presos políticos. É essencial que o debate sobre a anistia e as políticas de repressão continue, a fim de buscar soluções para o atual estado do país.

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