Ataque à Embaixada dos EUA em Bagdá gera tensão no Oriente Médio

Ataque à Embaixada dos EUA em Bagdá gera tensão no Oriente Médio

A Embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, capital do Iraque, foi atingida na madrugada deste sábado (14) por um míssil. O projétil ultrapassou a chamada "Zona Verde", uma área de segurança reforçada onde se encontram prédios do governo iraquiano e diversas representações diplomáticas estrangeiras.

Esse ataque à embaixada ocorreu poucas horas após bombardeios realizados na capital iraquiana contra o influente grupo armado pró-Irã, Brigadas do Hezbollah, resultando em pelo menos dois mortos.

Antes dos ataques, a Embaixada dos Estados Unidos em Bagdá emitiu um alerta de segurança, recomendando que cidadãos norte-americanos no país deixassem o território iraquiano. O aviso destaca que “o Irã e os grupos terroristas alinhados ao Irã representam uma ameaça significativa à segurança pública no Iraque. Houve ataques contra cidadãos americanos, interesses dos EUA e infraestrutura crítica.” O comunicado ainda encoraja os cidadãos a reavaliarem sua situação de segurança pessoal e priorizarem uma saída imediata do Iraque, assim que fosse seguro fazê-lo.

Com o espaço aéreo do Iraque fechado para voos comerciais, o governo dos Estados Unidos orienta os cidadãos a considerarem a saída por vias terrestres.

Esse episódio ocorre em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, após o início da guerra em 28 de fevereiro, que envolve Israel, Estados Unidos e Irã. O Iraque vem enfrentando um aumento das ações de milícias locais alinhadas a Teerã, que têm reivindicado ataques frequentes com drones contra posições militares americanas e estruturas ligadas ao setor petrolífero no país.

O primeiro-ministro do Iraque, Mohammed Shia al-Sudani, determinou que as forças de segurança intensifiquem as investigações para identificar e capturar os responsáveis pelo lançamento de projéteis contra a Embaixada dos Estados Unidos em Bagdá. O gabinete do premiê classificou o episódio como um “ato terrorista,” mas ainda não apontou quem poderia estar por trás da ação. Em uma publicação no Facebook, afirmaram: “Os autores desses ataques estão cometendo um crime contra o Iraque, sua soberania e sua segurança.”

Este não é o primeiro incidente envolvendo representações diplomáticas dos Estados Unidos desde o início da guerra. Na última semana, a embaixada norte-americana em Riade, capital da Arábia Saudita, também teria sido alvo de um suposto ataque de drone atribuído ao Irã. Esse episódio, que provocou um incêndio nas instalações, teve danos estruturais considerados limitados, mas as imagens mostraram o prédio envolto em fumaça, evidenciando a intensificação das ofensivas iranianas contra países do Golfo, com repetidos lançamentos de mísseis e drones em resposta aos bombardeios realizados pelos EUA e Israel.