Cabeleireiro é assassinado com pedras em Novo Lino AL
11/03/2026, 18:06:22
Vítima foi identificada como Edivaldo Gomes da Silva, de 49 anos. Corpo da vítima apresentava queimaduras nas pernas.
Um cabeleireiro foi morto com pedradas na cabeça, próximo a um ponto de ônibus às margens da BR-101, no município de Novo Lino, no interior do estado.
A vítima foi identificada como Edivaldo Gomes da Silva, de 49 anos.
O Instituto de Criminalística (IC) observou que não há iluminação pública próximo ao ponto de ônibus onde o crime foi cometido.
A informação foi divulgada pela Polícia Científica de Alagoas, na terça-feira (10), após um exame pericial. O Instituto de Criminalística (IC) observou que não há iluminação pública próximo ao ponto de ônibus onde o crime foi cometido.
Os levantamentos preliminares mostraram que Edivaldo foi assassinado com extrema violência. Além das pedradas, o corpo da vítima também apresentava queimaduras nas duas pernas. O exame realizado no Instituto Médico Legal (IML) informou que a causa da morte foi em decorrência de um traumatismo cranioencefálico (TCE).
Segundo o perito José Cláudio, que conduziu os exames, Edivaldo foi encontrado sem roupa, com lesões no rosto e na cabeça. A pedra utilizada no crime era de grande porte e, devido à intensidade dos golpes, foi partida em três pedaços.
Apesar da violência do crime, os objetos que estavam com o cabeleireiro foram encontrados próximo ao corpo dele, o que descarta a possibilidade de latrocínio, que é o roubo seguido de morte. Os peritos apreenderam o celular da vítima, para que ele seja analisado e ajude nas investigações da Polícia Civil. Além disso, amostras de material genético foram coletadas na pedra utilizada no crime para futuros exames de DNA e comparação com possíveis suspeitos.
A perícia identificou indícios de que o autor tentou ocultar o corpo do cabeleireiro Edivaldo, utilizando pedaços de plástico encontrados atrás do ponto de ônibus. O corpo foi arrastado e passado por baixo de uma cerca de arame para ser lançado em uma ribanceira. “O plano, no entanto, não foi concluído. Devido ao forte declive do terreno, que pertence a uma fazenda de gado, o corpo acabou ficando preso na vegetação antes de atingir o fundo da ribanceira”, explicou o perito José Cláudio.
