Cabeleireiro é assassinado com pedras em Novo Lino AL

Cabeleireiro é assassinado com pedras em Novo Lino AL

Vítima foi identificada como Edivaldo Gomes da Silva, de 49 anos. Corpo da vítima apresentava queimaduras nas pernas.


Um cabeleireiro foi morto com pedradas na cabeça, próximo a um ponto de ônibus às margens da BR-101, no município de Novo Lino, no interior do estado.

A vítima foi identificada como Edivaldo Gomes da Silva, de 49 anos.

O Instituto de Criminalística (IC) observou que não há iluminação pública próximo ao ponto de ônibus onde o crime foi cometido.

A informação foi divulgada pela Polícia Científica de Alagoas, na terça-feira (10), após um exame pericial. O Instituto de Criminalística (IC) observou que não há iluminação pública próximo ao ponto de ônibus onde o crime foi cometido.

Os levantamentos preliminares mostraram que Edivaldo foi assassinado com extrema violência. Além das pedradas, o corpo da vítima também apresentava queimaduras nas duas pernas. O exame realizado no Instituto Médico Legal (IML) informou que a causa da morte foi em decorrência de um traumatismo cranioencefálico (TCE).

Segundo o perito José Cláudio, que conduziu os exames, Edivaldo foi encontrado sem roupa, com lesões no rosto e na cabeça. A pedra utilizada no crime era de grande porte e, devido à intensidade dos golpes, foi partida em três pedaços.

Apesar da violência do crime, os objetos que estavam com o cabeleireiro foram encontrados próximo ao corpo dele, o que descarta a possibilidade de latrocínio, que é o roubo seguido de morte. Os peritos apreenderam o celular da vítima, para que ele seja analisado e ajude nas investigações da Polícia Civil. Além disso, amostras de material genético foram coletadas na pedra utilizada no crime para futuros exames de DNA e comparação com possíveis suspeitos.

A perícia identificou indícios de que o autor tentou ocultar o corpo do cabeleireiro Edivaldo, utilizando pedaços de plástico encontrados atrás do ponto de ônibus. O corpo foi arrastado e passado por baixo de uma cerca de arame para ser lançado em uma ribanceira. “O plano, no entanto, não foi concluído. Devido ao forte declive do terreno, que pertence a uma fazenda de gado, o corpo acabou ficando preso na vegetação antes de atingir o fundo da ribanceira”, explicou o perito José Cláudio.