Alagoas: um pequeno estado com poder dos grandes
08/03/2026, 12:42:22Somente raros observadores juntam tantos fatos resumidamente engastados na verdade, ainda que subliminares.

A República nasce por mãos alagoanas, com Marechal Deodoro da Fonseca; continua com Floriano Peixoto; volta ao centro com Fernando Collor de Mello, que cai sob o manto da corrupção; sobrevive com Renan Calheiros na presidência do Senado; e revive por meio de Arthur Lira como presidente da Câmara Federal — ambos investigados sob a marca da corrupção — até que tudo seja extinto por um Judiciário que não vive seus melhores dias.
E, mesmo com tamanho desgaste diante das lupas da imprensa nacional, o estado de segundo menor território do país continua com impressionantes vantagens nas escolhas de Brasília, com uma série de ministros que já ocuparam tais cargos, superando, muitas vezes, estados maiores da federação.
Como explicar tais influências?
Para Arthur Lira, pela previsibilidade da palavra empenhada em defesa das causas dos senhores políticos que precisam — e muito mais do que a imprensa abre espaço por entre linhas e análises profundas de cada caso.
Já Renan Calheiros, pelos 32 anos de presença dentro da Casa do Salão Azul — a Casa Revisora —, onde também atendeu, e ainda atende, aos solícitos pedidos de socorro de políticos quando encurralados pelas paredes e/ou muros de quem pode prender ou cassar diplomas e mandatos.
Alagoas continua pequena em terras — não raras —, mas poderosa nas entreconversas de bastidores, onde muitas vezes se salvam náufragos da política.
