Dia Internacional da Mulher. A quem homenagear?
07/03/2026, 10:07:38Artigo inspirado na vida vivida, que permite, dentro dessa reflexão, reconhecer exemplos de mulheres comuns em meio a conflitos de opiniões, sem, contudo, degradar a continuidade da família nem colocar ponto final em sua própria moral, que, em alguns casos, pode até ter raízes genéticas.

Não são poucas as vezes em que imaginamos a mulher dos sonhos: aquela para namorar, noivar, casar e viver ao lado da felicidade. No amor, entretanto, muitas vezes o brilho da faca se faz mais presente do que o olhar ardente de uma mulher.
Sendo a Terra, como dizem, um território de provas e expiações, convivemos também com riscos nas relações humanas. Há casos em que algumas mulheres mentem, omitem, enganam e encenam a vitimização diante de autoridades da Lei Maria da Penha, desempenhando papéis que se aproximam de um comportamento sociopata. Que fique registrado: tais críticas dirigem-se apenas a essas exceções, verdadeiras escórias sociais.
O Dia Internacional da Mulher, contudo, deve — e é — dedicado àquelas que, antes e durante o matrimônio, mantêm-se fiéis aos princípios que o próprio casal estabelece como base da vida a dois. Se ambos concordam com os termos da convivência, que assim se construa a história comum.
Nunca, porém, sob o signo das aventuras traiçoeiras de quem rouba, mente, omite e ainda tenta se apresentar como inocente e vítima. Tal postura lembra a víbora que imita personagens dramáticos, como os que tantas vezes interpretou a atriz Renata Sorrah.
As chamadas “mulheres de Atenas” existiram, sim. Construíram famílias, geraram descendências honradas e deixaram — e ainda deixam — um legado de respeito. Essas merecem um eterno Dia Internacional da Mulher, pois, para elas, todos os dias são o Dia Delas.
A mãe, a esposa, a companheira, a amiga. Aquela que cobra direitos por justiça, mas que também compreende a reciprocidade na vida conjunta. Aquela que preserva o lar e a vida do casal. É difícil encontrar exemplos assim? Não necessariamente. Muitas vezes estão mais presentes nas periferias e nas favelas do que em setores da alta sociedade, por vezes corroídos por disputas masculinas mesquinhas e por um machismo tolo.
O Dia Internacional da Mulher também deve reverenciar aquelas dos séculos passados que, segundo os costumes de cada época, viveram casamentos arranjados entre parentes ou vizinhos de fazendas. Ainda assim, muitas delas mantiveram dignidade e não se entregaram à degradação social que certos aspectos do modernismo trouxeram — um modernismo marcado por famílias destruídas e filhos abandonados à própria sorte.
Este artigo pode soar duro para algumas que se encaixam nas críticas aqui expostas. Mas também busca homenagear as mulheres honradas e de comportamento reto, mesmo quando desafiadas por companheiros que, tropeçando na própria moral, chegaram a constituir famílias paralelas. Ter amantes nunca foi — e nunca será — símbolo de amor. Fertilidade desordenada pertence mais aos instintos dos quadrúpedes do que à consciência humana.
Que o 8 de março seja cada vez melhor retratado nas telas da vida — como em pinturas a óleo ou fotografias de contornos perfeitos — trazendo nos detalhes da existência uma coroa de rosas a embelezar a natureza da alma da mulher.
