Sintonia Final do Sistema controla regras nos presídios
06/03/2026, 12:08:02
A Sintonia Final do Sistema e seu papel no controle prisional
Formado por sete integrantes, o grupo do Primeiro Comando da Capital (PCC) conhecido como Sintonia Final do Sistema, é responsável por coordenar a disciplina e repassar ordens dentro dos presídios. Com a atuação do Departamento de Inteligência da Polícia Civil (Dipol), esse grupo atua como um braço direito da liderança máxima da facção, também chamada de “Sintonia dos 14” ou “Sintonia Final da Rua”.
Entre suas funções principais estão garantir que as normas internas sejam seguidas e mediação de conflitos, assim como a gestão de atividades que ocorrem nas unidades prisionais. Isso inclui a organização de rifas, bingos e eventos voltados para os familiares dos detentos. A Sintonia também se encarrega de repassar os chamados “salves”, que são ordens da liderança do PCC para os integrantes, tanto aqueles dentro das celas quanto os que estão em liberdade.
A importância da Sintonia Final para a facção
A Sintonia Final do Sistema atua também na manutenção da chamada “paz” interna dentro das prisões, evitando transferências indesejadas de lideranças ou rebeliões que possam prejudicar a organização. Segundo informações obtidas por meio de investigações, a estrutura desse grupo é mantida de forma discreta, com muitos de seus integrantes não sendo reconhecidos facilmente pela direção da unidade prisional onde se encontram.
Para a polícia, sem a autorização dos “sintonias”, nada de significativo pode acontecer dentro da unidade sob sua influência. Essa situação torna a atuação do grupo ainda mais relevante nas dinâmicas internas dos presídios.
Conhecendo os integrantes da Sintonia
Entre os nomes que compõem a Sintonia Final, encontramos Almir Rodrigues Ferreira, conhecido como “Nenê do Simioni”, que é apontado como uma das lideranças do PCC em Ribeirão Preto (SP). Ele se destaca por ser um elo internacional da facção, continuando a influenciar o narcotráfico e o tráfico de armas mesmo estando preso.
Outro integrante importante é Lucival de Jesus Feitosa, apelidado de “Val do Bristol”. Ele também está encarcerado e foi transferido para uma penitenciária de segurança máxima após ser identificado em um plano de fuga.
Além deles, Luiz Eduardo Marcondes Machado de Barros, conhecido como “Du da Bela Vista”, é indicado como um dos líderes da facção e tem um histórico ligado ao tráfico internacional de drogas.
Denis Kelvin Tsuyoshi Yoshitake, conhecido pelo apelido de “Japonês”, integra a Sintonia e é conhecido por sua participação em várias investigações e processo judiciais.
Funções externas da Sintonia
A Sintonia Final do Sistema não se limita apenas ao ambiente prisional. Ela também possui um núcleo que coordena suas atividades fora dos presídios. Esse grupo é responsável por gerenciar o comércio de drogas e outras atividades ilícitas nas cidades, garantindo que as diretrizes do PCC sejam cumpridas.
Dentre os membros que atuam fora do sistema prisional, Adilson Tavares de Lyra Cavalcante, conhecido como “Buldogue”, é apontado como um megatraficante e suspeito de movimentar milhões no tráfico de drogas. Eloi Emanuel Pereira, conhecido como “Burguês”, também desempenha um papel crucial nas operações externas da facção.
Considerações Finais
A estrutura da Sintonia Final do Sistema revela a complexidade do controle do PCC dentro e fora do sistema prisional, mostrando a influência e as operações que a facção ainda mantém mesmo com vários de seus líderes encarcerados. A investigação contínua por parte das autoridades é fundamental para desmantelar essa rede que coordena atividades criminosas de forma estruturada e organizada.
