PF investiga a aplicação de recursos da AmazonPrev
06/03/2026, 18:12:45
Operação Sine Consensu e suas implicações
A Polícia Federal (PF) realizou nesta sexta-feira (6) a Operação Sine Consensu para investigar possíveis irregularidades na aplicação de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amazonas, gerido pela AmazonPrev. A apuração envolve cerca de R$ 390 milhões aplicados em letras financeiras de instituições privadas entre junho e setembro de 2024. Segundo a PF, os investimentos podem ter sido feitos em desacordo com normas federais que regulam a gestão de recursos previdenciários.
Irregularidades e consequências
A investigação também aponta indícios de falhas nos procedimentos internos de autorização e movimentações financeiras consideradas atípicas. Policiais federais cumprem sete mandados de busca e apreensão, além de medidas judiciais que determinaram o afastamento de servidores públicos de suas funções. Os investigados podem responder por gestão temerária e corrupção, informou a corporação.
Auditorias e operações suspeitas
Uma auditoria recente apontou cinco operações suspeitas. As suspeitas surgiram após análise do Ministério da Previdência Social, que identificou operações consideradas irregulares ou incompatíveis com normas de governança aplicáveis aos fundos previdenciários públicos. O relatório analisou aplicações feitas pelo regime próprio de previdência do Amazonas em títulos emitidos por instituições privadas.
Conexão com o Banco Master
De acordo com informações, uma das operações analisadas envolve títulos ligados ao Banco Master. A Polícia Federal não informou publicamente quais instituições financeiras aparecem nas operações investigadas. O iG entrou em contato com a AmazonPrev para que se posicionasse e aguarda retorno.
Contexto das investigações
A menção ao banco ocorre em meio a uma série de investigações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Vorcaro foi preso novamente nesta semana na terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, ameaça e invasão de dispositivos informáticos.
Implicações para o futuro
Além disso, o banqueiro já havia sido detido em novembro de 2025, ao tentar embarcar para o exterior no Aeroporto de Guarulhos. Ele ficou 12 dias preso e foi solto por decisão judicial, passando a usar tornozeleira eletrônica. Nesta semana, porém, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou nova prisão preventiva no âmbito da investigação.
Conclusão
A Operação Sine Consensu reflete um momento crítico na gestão de recursos previdenciários e levanta questões sobre a governança em instituições que operam com dinheiro público. É crucial que as investigações sejam conduzidas de forma transparente e que as medidas necessárias sejam tomadas para garantir a integridade do sistema previdenciário.
