Criminosos vazaram dados pessoais de ministros do STF
05/03/2026, 18:11:13
Investigação da Polícia Federal revelou que o grupo acessou indevidamente e vendeu as informações confidenciais dos magistrados
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta (5), a Operação Dataleaks. O objetivo é desmantelar uma rede criminosa especializada na obtenção, vazamento e comercialização de dados pessoais e fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação acontece nos estados de São Paulo, Tocantins e Alagoas em um momento de crescente crise na segurança cibernética das Instituições do Estado.
A operação está em curso com o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão e cinco prisões temporárias, expedidos pelo STF.
Segundo informações divulgadas pela PF, o esquema funcionava por meio da invasão de bancos de dados e do uso de técnicas de engenharia social para capturar informações que não deveriam estar em posse de terceiros. Esses dados — que incluem desde endereços e contatos pessoais até informações patrimoniais — eram oferecidos em camadas profundas da internet, frequentemente utilizadas por grupos cibercriminosos.
Os alvos investigados podem responder por invasão de dispositivo informático, furto qualificado mediante fraude, corrupção de dados, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Apesar da gravidade do caso, o Supremo adotou uma postura de cautela. Procurada pela reportagem do iG, a assessoria de imprensa do tribunal informou que ainda estava "sem informações" e que há uma previsão de nota oficial à imprensa. Os próximos passos de praxe em operações como essa pela PF são a concentração na perícia dos dispositivos apreendidos com os investigados e o rastreamento o caminho do dinheiro. A suspeita é de que as transações tenham sido realizadas via criptomoedas, visando dificultar o rastreamento pelos órgãos de controle financeiro.
