Realmente, os órgãos e entidades estão cheios de ratos.
03/03/2026, 23:49:35A dupla personalidade entre os povos já não é mais uma exceção. É a regra.

Cazuza, em um de seus momentos mais iluminados, descreveu que o país caminhava para o nada ao cantar: “a tua piscina está cheia de ratos”, referindo-se à corrupção entranhada nos podres poderes.
As eleições no Brasil transformaram-se em uma piada, com a repetição de figuras fétidas cujo passado, por mais que seja “limpo” por membros do Judiciário — também infectados por suspeitas de compra de sentenças condenatórias ou absolutórias — desafia a percepção de uma população que assiste, incomodada, mas sem reação suficiente para provocar mudança nos eleitos.
A vaidade de alguns, descompostos na moral, no caráter e na dignidade — às vezes parecendo herança genética — ao tomar de assalto bens alheios, desnuda as entidades às quais pertencem. Tratam-nas como outorgas para seus iguais, como se comandassem espécies confinadas em gaiolas e poleiros da sarjeta a que pertencem os ratos.
Se a humanidade decrépita caminha para o caos, nada mais coerente que a degeneração faça companhia aos “puros sociais” da roupa para fora — e, por que não dizer, da boca para fora. Porque, dentro das consciências, há uma Alcatraz presente que aprisiona aquilo que pertence a Deus. A Justiça divina.
