Pesquisadores brasileiros que transformam a saúde no país

Pesquisadores brasileiros que transformam a saúde no país

Pesquisadores brasileiros que transformam a saúde no país


Projetos em diversas áreas da saúde trazem propostas para melhorar a qualidade de vida e fortalecem a atuação do Brasil no cenário científico.


Pesquisadores brasileiros têm conduzido estudos com impacto em diferentes áreas da saúde e apresentado propostas que podem contribuir para a melhoria da qualidade de vida. Desde avanços promissores no tratamento de lesões medulares até iniciativas sustentáveis para ampliar o acesso à água potável, esses cientistas vêm projetando o Brasil no cenário científico, dentro e fora do país. A seguir, conheça alguns desses pesquisadores que lideram estudos inovadores:


Tatiana Coelho de Sampaio é professora do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e coordenou uma pesquisa, que após mais de 25 anos de estudos, resultou em uma molécula experimental chamada polilaminina. A substância amplia as possibilidades de recuperação para pessoas com paraplegia ou tetraplegia causadas por acidentes, o que levou à pesquisadora brasileira a conquistar grande reconhecimento nacional e internacional ao liderar uma dos estudos mais promissores no tratamento de lesões medulares. Embora ainda em fase de pesquisa, os resultados iniciais já despertam grande expectativa na comunidade científica e na população.


Frederico Duarte Garcia é professor associado do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), pesquisador bolsista de Produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e coordenador do Centro de Referência em Drogas (CRR). Ele lidera um estudo que reúne especialistas das áreas de Medicina, Química, Farmácia e Medicina Veterinária responsáveis pelo desenvolvimento da Calixcoca, uma vacina terapêutica voltada ao tratamento da dependência de cocaína, com potencial aplicação também em casos de uso de crack. O desenvolvimento da vacina que teve início em 2015 se encontra em estágio avançado e apresentou resultados promissores nos testes pré-clínicos.


A bióloga Neuza Frazatti Gallina liderou o desenvolvimento da candidata vacinal contra a dengue criada pelo Instituto Butantan. A Butantan-DV, imunizante aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é resultado do trabalho de mais de 200 cientistas e colaboradores. A iniciativa começou em 2009, período em que o Brasil registrava números recordes da doença, com cerca de 1 milhão de casos prováveis e quase 900 mortes, consolidando a dengue como um grave problema de saúde pública.


Ricardo Sobhie Diaz é médico infectologista formado pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp) e diretor do Laboratório de Retrovirologia da instituição. Ele também atua em pesquisas nas áreas de virologia, biologia molecular e estudos clínicos voltados ao HIV. Além da atuação científica, é docente da Escola Paulista de Medicina e autor correspondente do estudo que apresentou avanços na busca por estratégias de remissão do HIV.


Jaqueline Goes de Jesus é biomédica e doutora em Patologia Humana e Experimental pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), em parceria com a Fiocruz. A pesquisadora ganhou destaque durante a pandemia por integrar a equipe responsável pelo sequenciamento do primeiro genoma do SARS-CoV-2 no Brasil, realizado apenas 48 horas após a confirmação do primeiro caso de Covid-19 no país.


Matheus Henrique Dias, biomédico com especialização em biologia molecular, lidera uma pesquisa que propõe uma abordagem inovadora no combate ao câncer. Em vez de bloquear a multiplicação das células tumorais, a estratégia busca estimulá-las até que entrem em colapso por sobrecarga, as levando à morte.


Bárbara Gosziniak Paiva é engenheira ambiental formada pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), mestre e doutoranda em Engenharia de Materiais. Durante o mestrado, ela desenvolveu o AQUALUX, uma garrafa capaz de tornar a água própria para consumo, projeto que rendeu reconhecimento nacional e internacional.