Quem se prepara para ser candidato não pode depender de partido

No momento em que se fala da filiação partidária como eixo principal, é porque o candidato se revela oportunista e limitado.

Quem se prepara para ser candidato não pode depender de partido

Quando um ser político decide se candidatar a um cargo público, não pode depender de filiação partidária em partidos-escada — aqueles que convidam pessoas apenas para servirem de suporte e garantir a vitória de outros.

Candidato deve ser quem tem talento, conhecimento e serviços prestados, além de reunir em torno de si um grupo estruturado de fortes lideranças, bons conhecedores da política e os recursos necessários para manter o ritmo da campanha.

Para o partido, importam os votos conquistados pelo candidato. Se este esperar que um partido nanico o torne vitorioso, terá que conviver, dia e noite, com a dúvida cruel sobre quem é e sobre o porquê de suas bases não serem sólidas o suficiente para uma disputa.

O candidato deve apresentar ao eleitor uma proposta firme, de missão política e humanitária, e não a intenção de se servir do cargo para benefício pessoal ou familiar.

Afinal, ser político é representar o povo, e não a si mesmo ou ao próprio clã familiar.

Creditos: Professor Raul Rodrigues