Sherlock aposta em liderança compartilhada na América Latina

Sherlock aposta em liderança compartilhada na América Latina

A estratégia de liderança tripla da Sherlock Communications

A indústria da comunicação vive transição delicada entre eficiência tecnológica e risco de padronização estratégica. Nesse contexto, a Sherlock Communications anuncia a nomeação de Bianca Boucault, Maria Amelia Costa e Patricia Zylberman como Managing Directors, desta forma, adota uma liderança compartilhada que sinaliza a visão de futuro da agência para a América Latina.

A decisão é estrutural, não apenas promocional. As três executivas passam a integrar o Group Management Board de operação presente em Bogotá, Buenos Aires, Cidade do México, Rio de Janeiro, São Paulo e Santiago. Em mercado regional marcado por diversidade cultural e maturidades digitais distintas, dividir o comando é menos sobre hierarquia e mais sobre inteligência coletiva.

As credenciais reforçam o movimento: Patricia foi reconhecida no Davos Communications Awards e PR News Top Women Awards; Bianca conquistou destaque no Davos Digital PR Awards; e Maria Amelia recebeu menção honrosa no PRNews Platinum PR Awards. Trata-se de repertório internacional aplicado a cenário latino-americano que exige leitura contextual — algo que nenhuma IA, sozinha, entrega.

O posicionamento da agência sobre inteligência artificial é sintomático. Ao afirmar que muitas empresas recorrem à IA como "atalho", a Sherlock toca ponto sensível: tecnologia sem curadoria humana gera escala, mas dificilmente constrói reputação sustentável. Em tempos de comunicação automatizada, ética e supervisão estratégica voltam ao centro.

A movimentação acontece quando a agência completa 10 anos e amplia portfólio com novas frentes: Broadminded (pesquisa e insights), Unlock Latam (prospecção outbound e expansão regional) e Lupa do Bem, ONG (Organização Não Governamental) que beneficiou cerca de 50 mil pessoas — cenário que reforça que reputação se constrói fora do briefing comercial.

Com mais de 150 profissionais multilíngues na região e histórico de mais de 50 prêmios internacionais — além de ter sido eleita Melhor Agência da América Latina pelo PRWeek Global Awards em seis dos últimos sete anos — a Sherlock sinaliza que quer escalar mantendo proximidade. O modelo de liderança compartilhada funciona como mensagem ao mercado: crescimento não precisa significar centralização.

A nomeação das três Managing Directors é menos sobre cargos e mais sobre direção estratégica. Em América Latina que demanda leitura cultural sofisticada e execução integrada, a agência aposta que inovação está na forma como se lidera. A próxima década da comunicação regional será menos sobre estruturas rígidas e mais sobre modelos colaborativos capazes de transformar complexidade em vantagem competitiva.