EUA autorizam saída de funcionários do governo em Israel
28/02/2026, 12:04:32Decisão dos EUA
Os Estados Unidos autorizou no início da manhã desta sexta-feira (27) a saída dos funcionários do governo que não desempenham funções de emergência e dos familiares deles da missão do país em Israel. O anúncio foi feito pela embaixada estadunidense em Jerusalém, capital do Estado asiático.
Motivos da Autorização
Segundo a instituição, a decisão é uma resposta aos incidentes de segurança e sem aviso prévio. A embaixada diz que poderá restringir ou proibir a entrada de funcionários do governo estadunidense e dos familiares deles em determinadas áreas de Israel, como Jerusalém e na Cisjordânia.
"Recomenda-se que as pessoas considerem deixar Israel enquanto houver voos comerciais disponíveis. Reconsidere viajar para Israel e Cisjordânia devido ao terrorismo e à agitação civil", comunicou a embaixada.
Restrições de Viagem
Foram vetadas as viagens para Gaza e a 11,3 km da periferia do local; o norte de Israel também está vetado pela atividade militar contínua; e a fronteira com o Egito. A embaixada diz que grupos terroristas, terroristas solitários e outros extremistas violentos continuam planejando possíveis ataques em Israel, na Cisjordânia e em Gaza.
"Terroristas e extremistas violentos podem atacar com pouco ou nenhum aviso prévio, visando locais turísticos, centros de transporte, mercados/shoppings e instalações governamentais locais. O ambiente de segurança é complexo e pode mudar rapidamente, e a violência pode ocorrer em Israel, na Cisjordânia e em Gaza sem aviso prévio. O aumento das tensões regionais pode levar as companhias aéreas a cancelar e/ou reduzir voos de entrada e saída de Israel."
Cenário Atual em Israel
O que está acontecendo na região? Israel tem realizado ataques nos últimos dias. O último deles foi na quinta-feira (26), quando ataques de Jerusalém mataram 8 pessoas na Faixa de Gaza. As forças armadas israelenses não comentaram o assunto. A Faixa de Gaza foi reduzida a escombros desde que em 7 de outubro de 2023 o grupo militante palestino Hamas atacou o Sul de Israel e matou mil e duzentas pessoas, de acordo com cálculos israelenses.
O Ministério da Saúde de Gaza afirma que mais de 72 mil pessoas, a maioria civis, foram mortas por disparos israelenses desde então. Afirma ainda que pelo menos 600 pessoas foram mortas por disparos israelenses desde que o acordo de cessar-fogo entrou em vigor em outubro passado, segundo a Reuters. A agência de notícias diz que Israel afirmou que quatro soldados foram mortos por militantes em Gaza desde o início do cessar-fogo. Ambos os lados têm trocado acusações sobre violações da trégua. Em janeiro, o acordo sobre Gaza entrou em uma nova fase, onde a expectativa é que Israel retire mais tropas de Gaza e que o Hamas dê controle à administração do território.